Como fazer TCC rápido – 9 técnicas para escrever um TCC muito rápido!

Me diz uma coisa… Seu prazo já está acabando e agora você precisa escrever o TCC de forma muito mais rápida, não é?

Confessa para mim! Você já está pensando até em desistir… Eu sei, eu já passei por isso!

Mas olha só… se você quiser sair da página agora, leva só uma dica: seja qual for a situação, não desista!

Acredite, é melhor você tentar terminar e não conseguir, do que parar agora!

Por que se deixar para depois, você vai acabar parando de produzir, e depois vai ser muito mais difícil recomeçar.

Não caia nessa armadilha!

Eu sou o Professor André Fontenelle e nesse artigo eu vou te dar 8 técnicas… Para você aplicar imediatamente e acelerar o referencial teórico do seu TCC.

Eu resolvi fazer esse artigo depois que a Aline, que é uma das participantes lá do Grupo 5 Estrelas me pediu dicas para escrever mais rápido!

Se ela, que tem o suporte que nós temos lá no Grupo 5 Estrelas, tem essa dificuldade… Com certeza é muito provável que você aí, que está praticamente só, também esteja sofrendo com o prazo apertado!

Eu conversei bastante com a Aline e tenho certeza que ela não vai desistir e vai conseguir escrever seu TCC com muita velocidade.

Aline, eu estou torcendo por você!

E você, quer saber mais sobre o grupo 5 Estrelas?

Então clica no link que eu deixei lá na descrição e aproveita para fazer sua inscrição!

Técnica n. 1 – Crie um plano!

A primeira técnica tem a ver com o planejamento da sua pesquisa.

Eu sempre insisto com o pessoal lá do Grupo 5 Estrelas que todo mundo precisa ter uma matriz de TCC.

A matriz, nada mais é que um mini-projeto de pesquisa.

Basicamente, você precisa definir o seus objetivos, hipóteses e metodologia.

Isso é muito importante, por que com essas informações, você consegue definir as etapas do trabalho.

A ideia é que cada um dos três objetivos específicos se transforme, depois, num dos capítulos do seu TCC.

Além disso, quando você tem uma hipótese, você direciona a pesquisa, pois todo o seu trabalho se resume a descobrir se essa hipótese será confirmada ou refutada.

E a metodologia científica, nem se fala, por que ela mostra quais serão os procedimentos da sua pesquisa.

Desse modo, tanto os objetivos, como as hipóteses e a metodologia tem um papel bem simples e importante: impedir que você se perca quando estiver escrevendo.

Mas você só vai conseguir fazer uma boa matriz se tiver um bom tema.

Por isso, eu criei um ebook que te mostra como criar um tema perfeito em apenas 4 passos.

Vou deixar o link na descrição para você baixar. Aproveita enquanto ainda é GRÁTIS!

Técnica n. 2 – Estabeleça metas

Não tem jeito… o nosso cérebro só funciona bem quando nós criamos bons hábitos!

Quer dizer, o cérebro é uma máquina de economia de energia, em busca da sobrevivência da espécie…

Então, ele não gosta de tomar decisões o tempo todo! Ele só quer achar os atalhos para fugir da dor e ir em direção ao prazer…

E o principal mecanismo para que nossa mente usa para isso é a criação de hábitos!

O cérebro automatiza as atividades para que elas sejam feitas sem ele ter que pensar e tomar decisões…

Só para você ter certeza disso, tenta se lembrar do momento em que você escovou os dentes ontem… da hora em que você fechou a porta quando saiu de casa… de quantas colheres de comida tinha o seu prato no almoço de domingo!

Provavelmente você não vai se lembrar, por que essas decisões não foram pensadas, elas já foram automatizadas pelo cérebro.

Então, o que você precisa fazer é treinar o seu cérebro, para que ele crie o hábito de fazer TCC e parece de te sabotar quando você começar a escrever!

Mas como é que se faz isso?

Técnica para fazer TCC rápido

É simples. Crie metas! Mas não qualquer meta…

O ideal é que você estabeleça metas pequenas, mas com muita regularidade.

Por exemplo, escrever quatro parágrafos por dia, todo dia, é uma meta muito melhor do que escrever três capítulos em um mês.

Isso por que se você tiver uma meta muito grande, o seu cérebro vai processar um grande desafio e vai enxergar um enorme custo de energia, então ele vai tentar te desviar do foco… aí vem a procrastinação!

Mas se tiver uma meta pequena, você tem uma chance maior de se concentrar no objetivo.

E se você escrever quatro parágrafos todos os dias, eu garanto que você escreve um artigo científico em bem menos tempo que um mês!

Quer testar? Pense aí na comida que você mais gosta…

Faça o teste!

Agora me diga: você acha mais fácil fazer a promessa de ficar sem comer essa comida por um ano, ou por um dia?

É claro que você consegue ficar um dia sem comer a sua comida preferida! Mas a grande mágica, é que amanhã você pode renovar a promessa! E depois de amanhã, e depois, e depois…

De repente, você cria o hábito de não comer aquela comida e aí você pode até conseguir ficar um ano ou até o resto da vida sem comer aquela comida.

Então, é exatamente isso que você precisa fazer. Avançar sempre! Um pouquinho de cada vez, mas todos os dias!

Na minha opinião, esse é o principal segredo para fazer um TCC sem sofrimento!

Técnica n. 3 – Gere um compromisso

Mas é fato que para criar um hábito, você precisa fazer um bom exercício de disciplina nos primeiros dias.

A cada dia que se passar, vai ficar mais fácil. Eu garanto!

Como é que você acha que eu consigo manter três empregos e ainda fazer um vídeo toda semana?

Então já fique logo sabendo que o seu cérebro vai te sabotar. Por isso, uma técnica boa é evitar criar um compromisso!

A ideia é simples: Você precisa mostrar ao seu cérebro que a principal dor não vai ser escrever pôs quatro parágrafos daquele dia, mas não atingir essa meta!

E como é que você faz isso?

É simples, ameace o seu cérebro, dizendo que ele vai passar uma grande vergonha se o dia terminar e os seus quatro parágrafos não estiverem escritos!

Portanto, você vai definir um horário para fazer o seu TCC. Eu recomendo que seja no máximo duas horas por dia!

E você vai contar para todo mundo que na hora tal você vai parar tudo o que estiver fazendo!

E aí você vai sentar em frente ao computador e escrever quatro parágrafos…

Aí você vai passar a ter um compromisso, uma torcida e, provavelmente, cobradores!

E, nesse caso, nem você, nem seu cérebro vão querer falhar… pois a dor da vergonha de não cumprir uma meta tão pequena será maior do que o trabalho de escrever!

Técnica n. 4 – Faça um roteiro

Outra técnica fundamental é criar um roteiro!

Eu não sei se você notou, mas todos os meus vídeos seguem mais ou menos um mesmo roteiro… Isso me ajuda demais!

Tendo um roteiro acaba aquela estória de não saber o que escrever, de se sentir sem criatividade, sem inspiração!

Você não precisa de nada disso! Você precisa saber é qual é o começo, o meio e o fim de cada capítulo… e ponto final!

Então pegue cada um dos seus objetivos, veja quais são os assuntos de cada um e crie tópicos!

Parta das ideias mais básicas, como conceitos, classificações, histórico e características…

E termine com ideias mais complexas, tais como causas e consequências, problemas, relações com outras coisas, etc.

Fazendo isso, vai fica ridiculamente fácil redigir um TCC.

Você vai ter uma espécie de checklist, que vai evitar que você não saiba exatamente o que deve escrever em cada um dos seus parágrafos!

Técnica n. 5 – Pesquisa Bibliográfica / Revisão de Bibliografia

A sétima técnica é óbvia, mas a maioria das pessoas não aplica!

Eu não sei se você gosta de cozinhar… mas pensa aí comigo: qual é a primeira coisa que se deve fazer na maioria das receitas?

Acender o fogo da panela ou separar os ingredientes?

É lógico que, pelo menos na maioria dos casos, você primeiro separa os ingredientes… e só depois que eles estão ali prontinhos é que você acende o fogo e começa a aplicar a receita!

Por isso, eu não entendo por que as pessoas querem começar a escrever antes de ler textos sobre o assunto do TCC!

Lembre que o TCC é uma pesquisa, então, comece pesquisando! O texto que você irá escrever é apenas um relato do que você encontrar na pesquisa.

Logo, não dá para escrever sem antes ter lido algo sobre o assunto!

Você pode ler sobre o assunto do capítulo inteiro do seu TCC e depois escrever.

Mas, se você tiver um roteiro, você pode ler apenas sobre um dos tópicos e depois escrever o texto! Essa, para mim, é a melhor técnica!

Técnica n. 6 – Corte as possíveis distrações para ter 100% de foco

Uma coisa que atrapalha muito as pessoas é o excesso de informação.

É muito comum que a pessoa se sente em frente ao computador para escrever e coloque ao lado livros, revistas e outros textos.

Esse pode ser um pecado mortal! Não crie oportunidades para o seu cérebro desviar sua atenção!

Se você ainda não terminou de pesquisar, não escreva!

Mas se você já terminou de ler todos esses textos que pesquisou, comece o trabalho de redação, copiando e colando as citações para o word.

Depois, guarde todos os livros, papéis, canetas ou qualquer coisa que possa te distrair. Celular e tablet, nem pensar!

Quando eu vou escrever, procuro deixar apenas o teclado e o mouse sobre a mesa… assim, não tem a menor chance de alguma coisa tirar o meu foco!

Eu fico totalmente concentrado em escrever a quantidade de parágrafos planejada e quase sempre faço mais que o previsto, em menos tempo.

Mas isso não acontece por talento ou por dom, mas principalmente por causa dessas técnicas e por meses treino.

Nesse sentido, você pode observar que fazer um TCC nada mais é que realizar uma série de atividades repetitivas, de forma regular e objetiva.

Referencial teórico

Portanto, o processo tem etapas bem definidas:

1 – Primeiro, separe os textos;

2 – Depois, leia os textos;

3 – Durante a leitura, grife as partes mais importantes;

4 – Quando terminar de ler, copie as partes grifadas e cole no seu editor de textos, como citações;

5 – Guarde os papéis e esconda todas as coisas que puderem te atrapalhar;

6 – Por fim, sente-se só você e o computador e escreva uma quantidade determinada de parágrafos sobre aquelas citações.

Quando terminar, repita o processo, até acabar o seu referencial teórico.

Técnica n. 7 – Faça parágrafos pequenos

Porém, uma técnica que realmente faz diferença é escrever parágrafos pequenos.

Um parágrafo de TCC, na minha opinião, não deve passar de quatro linhas.

O ideal é que um parágrafo tenha três frases, cada uma com no máximo vinte palavras.

Eu não vou entrar muito em detalhes sobre isso, até por que eu já fiz um artigo só sobre como escrever parágrafos para o seu TCC.

No entanto, eu só expliquei que os parágrafos pequenos ajudam na avaliação do trabalho. Na verdade, eles ajudam muito mais na escrita!

Quando você tem uma meta de escrever, por exemplo, quatro parágrafos por dia, mas percebe que em poucos minutos já fez um ou dois…

O seu cérebro sente a sensação de prazer, de realização! Aí, doutora… você começa a sair da zona de sofrimento para a zona da motivação!

A sensação do dever cumprido e a realização de ver o texto se concretizando são maravilhosas!

Elas vão fazer com que sua criatividade seja liberada e aí as coisas vão fluir cada vez melhor!

É impressionante como conseguir fazer o básico, bem feito, acaba te impulsionando a subir de nível! A querer fazer mais e melhor!

Por isso, não queira inventar a roda, não use palavras difíceis e não escreva parágrafos grandes. Escreva o óbvio acerca das evidências e isso tornará você genial!

Pera aí! Você já notou que em absolutamente todos os meus artigos, inclusive esse, é exatamente isso que eu tento fazer?

Talvez seja por isso que você esteja aqui. Você quer a informação completa, mas mostrada de forma simples, não é?

Então, por favor, me ajuda! Compartilha esse post nas suas redes sociais para que essa mensagem chegue a mais pessoas!

Técnica n. 8 – Priorize clareza e ganhe qualidade

Por fim, a última técnica é simplesmente não se preocupar com a qualidade do texto.

Calma! Eu não quero que o seu trabalho fique ruim… nada disso!

Mas é fato que quando as pessoas ficam preocupadas com a qualidade do texto, elas acabam travadas e não conseguem avançar!

A preocupação com a qualidade é como uma areia movediça!

Ela é ca paz de te prender a uma frase que você não gostou, por um dia inteiro…

Pois você acaba não escrevendo mais nada enquanto essa frase não ficar perfeita… Só que não existe nada perfeito, você entende?

Pense o seguinte: é melhor ter um texto ruim, do que não ter texto nenhum! Você não concorda?

Parágrafo de TCC

Então não escreva pensando na qualidade, preocupe-se com três coisas:

1 – Quantidade;

2 – Clareza;

3 – Coesão.

Quando estiver escrevendo, não conte as palavras, nem as linhas e não se preocupe com a qualidade do texto. Apenas escreva e avance!

Procure apenas dar clareza aos parágrafos!

Quer dizer, coloque apenas uma ideia em cada parágrafo e sustente essa ideia. Escreva o que você entende sobre as citações que coletou. Depois, passe para outro parágrafo.

Mas procure usar palavras conectivas, que liguem um parágrafo no outro.

Essas palavras e termos conectivos são as expressões: desse modo, então, por isso, no entanto, porém, primeiramente, etc.

Elas ligam um parágrafo com o outro e isso faz com que o texto fique coerente.

Seguindo essa técnica, a qualidade vai aparecer naturalmente!

Mas é claro que depois que atingir a sua meta de parágrafos do dia… Você poderá ler o que escreveu e melhorar o que quiser.

Conclusão

Pronto! Eu tenho certeza que agora o seu desenvolvimento de TCC vai sair da estagnação.

Pelo amor de Deus, não deixa de aplicar o que eu te passei hoje aqui!

Se você fizer pelo menos algumas dessas coisas, com certeza a sua produtividade vai aumentar e o seu TCC vai sair antes do prazo.

E você? Está em que parte do trabalho? Você está conseguindo escrever com a velocidade que desejaria? Já tentou aplicar alguma dessas técnicas?

Me conta aqui embaixo nos comentários!

E aproveita para deixar aí umas palavras de incentivo para a Aline se motivar ainda mais a avançar com o TCC dela!

Um abraço e até o próximo artigo!

Veja no Youtube: https://youtu.be/Q6tOBzxEvRI

Metodologia científica: Como definir os tipos de pesquisa do seu TCC?

Metodologia científica: Como definir os tipos de pesquisa do seu TCC?

Metodologia científica, projeto de pesquisa, tipos de pesquisa científica… afinal, o que é metodologia? O que é pesquisa? Como fazer uma metodologia para TCC?

Essas são algumas das principais dificuldades que os estudantes têm na época de elaborar o TCC.

Muitas vezes, eles ficam sem saber ao certo o que os avaliadores esperam do seu Trabalho de Conclusão de Curso. Ao mesmo tempo, são pressionados pelo prazo curto.

Isso acontece por que, no Brasil, o sistema educacional não privilegia o estudo científico desde o início da formação do indivíduo. O foco maior infelizmente é na memorização de conceitos.

Mas a metodologia da pesquisa científica não é nenhum “bicho de sete cabeças”, ao contrário, representa um conjunto de conceitos e regras bem simples.

A metodologia está para a pesquisa assim como as placas de trânsito estão para a condução de veículos.

Você pode saber controlar bem um veículo, mas dificilmente será um bom motorista se não entender as placas de trânsito. De igual forma, você pode saber escrever muito bem, porém jamais desenvolverá uma investigação científica se não dominar os métodos.

O que você vai encontrar nesse artigo?

[toc]

Depois de ler esse artigo até o final, o quesito método não será mais um obstáculo.

Minha pretensão aqui não é aprofundar nenhum dos conceitos, nem falar de todas as metodologias possíveis. O que você está recebendo é um guia prático, focado na escolha e na explicação sobre os métodos do seu TCC.

Ao final, você terá condições de estabelecer os métodos para o seu projeto de pesquisa e se concentrar apenas no desenvolvimento do seu texto.

ebook temas para TCC.pdf

O que é pesquisa? O que é metodologia científica?

Já vi muita gente boa dizendo que investigação científica seria o procedimento voltado à produção de novos conhecimentos. De fato, essa afirmação não é totalmente errada, o erro está em pensar que é só isso!

É importante lembrar que, além da ciência, existem outros tipos de conhecimento: o popular, o filosófico e até o teológico. Além disso, essa ideia acaba encobrindo os elementos que efetivamente caracterizam uma exploração científica.

Elementos necessários de toda investigação científica

É a exploração que parte da existência de um problema e utiliza métodos científicos para chegar a uma conclusão.

Me arrisco a afirmar que, se pelo menos um desses elementos estiver faltando, não haverá exploração científica, mas, tão somente, uma redação simples.

O que é pesquisa científica?
O que é pesquisa?

Toda exploração científica parte da inquietação do autor diante de um problema.

A partir daí, ele busca coletar informações que considere úteis, a fim de organizá-las, analisá-las, colher resultados e, com isso, buscar respostas para o problema.

Mas o simples fato de alguém buscar a solução para um problema, não significa necessariamente que exista uma exploração científica.

Para evidenciar o desenvolvimento científico, é necessária a observação criteriosa dos fatos e fenômenos, com o teste de hipóteses e resultados comprovadamente verificáveis.

Quer dizer, se outro autor utilizar os mesmos métodos, para os mesmos testes, deverá obter os mesmos resultados.

Para que isso aconteça, os métodos utilizados numa devem ser reconhecidos pela ciência.

É possível afirmar que método é um procedimento, uma técnica ou simplesmente um modo de fazer algo.

Por outro lado, método científico é aquele que já foi analisado, testado e tido reconhecida como próxima da exatidão, para um determinado objetivo.

A importância do método

Já a metodologia é o estudo dos métodos reconhecidos pela ciência como sendo mais adequados para a execução de uma investigação.

O que é metodologia científica?
Conceito

Se o autor não evidenciar que utilizou corretamente a metodologia da pesquisa científica, não haverá nenhuma garantia de que seu texto não contenha meramente suas opiniões pessoais, crenças e valores morais.

Um texto sem cuidados metodológicos pode revelar saber empírico, mas jamais será ciência, por que não passará de um compêndio de conhecimentos populares, filosóficos ou teológicos.

Quer dizer, sem o domínio dos tipos de metodologia, a chance de um examinador desvalorizar seu trabalho e até provocar sua reprovação é, simplesmente, gigante.

Então, você precisa dominar os métodos do seu TCC, pois, o uso correto dos métodos é o que traz credibilidade para que os resultados sejam considerados verdadeiros .

Você compreende o tamanho do risco envolvido e a importância disso?

Por isso mesmo é que você precisa aprender um pouquinho de metodologia para conseguir aplicar os métodos científicos corretamente.

Vamos começar, então, descobrindo quais são os principais procedimentos e como eles são classificados.

Como são classificados os principais métodos

Como vimos, um dos ingredientes para a elaboração de um TCC bem sucedido é a descrição correta dos métodos utilizados.

Isso por que sua identificação servirá para informar aos avaliadores os limites técnicos de sua investigação científica, limitando as exigências deles ao que você se comprometeu a fazer.

Mas para isso, você precisa saber como selecionar os melhores métodos para a busca de uma solução para o seu problema, o que somente será possível quando você compreender sua classificação.

Então vamos lá!

Particularmente, eu classifico em duas grandes classes: os elementos essenciais e os elementos complementares.

Elementos de metodologia científica
Elementos

Elementos essenciais da metodologia do trabalho científico

Essenciais são os elementos mínimos para a completa descrição do trabalho, identificando qual é sua finalidade, seus objetivos, sua abordagem, seu método e seus procedimentos.

Elementos complementares da metodologia do trabalho científico

Complementares são os elementos que adicionam detalhes e esclarecimentos aos elementos essenciais, explicando quais são as unidades de análise, os instrumentos de coleta de dados, as variáveis e dimensões consideradas e as etapas desenvolvidas.

Classificação da metodologia científica
Classificação dos métodos

Como usar esses métodos?

Então, obrigatoriamente, você terá de fazer uma análise do seu TCC e identificar como ele se enquadra.

Isso significa que você terá de classificar seu trabalho acadêmico por pelo menos 05 critérios, relativamente aos seus elementos essenciais (finalidade, objetivos, abordagem, método e procedimentos).

Além disso, dependendo dos elementos essenciais que você escolher e da forma como for usá-los, é possível que surjam outros elementos.

Nesse caso, você precisaria ter atenção aos elementos complementares (unidades de análise, os instrumentos de coleta de dados, as variáveis e dimensões consideradas e as etapas desenvolvidas).

Mas não vamos nos preocupar com isso agora. No futuro, quando for te ensinar , por exemplo, como fazer estudos de caso, entrevistas e questionários, irei apresentar alguns artigos específicos sobre os métodos complementares.

Entretanto, você não conseguirá fazer a classificação metodológica do seu TCC corretamente, se não conhecer pelo menos a caracterização dos principais procedimentos de investigação.

Então, leia atentamente o próximo capítulo, que traz a caracterização básica, resumida e simplificada dos mais comuns tipos e métodos.

Metodologia TCC: tipos de pesquisa, características e modos de utilização

A proposta desse artigo, como dito desde o início, não é aprofundar os conceitos, mas oferecer um guia prático para que você saiba os métodos que irá usar e como fazer isso corretamente.

Seguindo essa linha, a seguir você encontrará os principais tipos e métodos de pesquisa, com as características que os individualizam e modos de utilização.

Lembre-se que o domínio desse conteúdo será determinante para o sucesso do seu TCC. Por isso, se ao final ainda houver alguma dúvida, deixe uma pergunta no formulário de comentários, que está logo abaixo do texto.

Tipos de Pesquisa
Classificação dos tipos de metodologia

Elementos essenciais: Quanto à finalidade

Essa é uma das mais tradicionais e também mais simples formas de classificação da investigação.

Quanto à finalidade, a exploração pode ser básica ou aplicada. Já a básica, pode ser pura ou estratégica.

Pesquisa Básica

É aquela em que se busca apenas aprofundar o conhecimento disponível na ciência.

Isso é feito para preencher a ausência de estudo sobre algum aspecto que ainda não foi completamente abordado, relativamente a um assunto específico.

Normalmente, são textos caracterizados pela a análise de conceitos e sistematização de ideias. Na básica, não se busca a transformação da realidade, apenas do saber.

Ela é usada em estudos predominantemente teóricos e cujo problema não seja relacionado diretamente com uma situação específica.

Porém, se for fazer uma investigação básica, você terá de definir (e deixar claro no texto do seu TCC), se ela será pura ou estratégica.

Básica Pura

Na básica pura o autor não parte de uma situação específica e não demonstra interesse nos possíveis benefícios decorrentes de seu estudo.

Nesse caso, a finalidade do trabalho é puramente teórica, com o único objetivo de expandir o conhecimento disponível. As recomendações, se houverem, serão apenas voltadas ao debate acadêmico, propondo novas questões.

Básica Estratégica

Na básica estratégica o autor não parte de uma situação específica, que ele pretenderia resolver na prática. Porém, ele busca desenvolver conhecimentos que possam eventualmente ser utilizados para a solução de problemas conhecidos.

Essa será a sua escolha se você não buscar resolver diretamente um problema prático e identificado no trabalho, mas propor recomendações úteis para resolver problemas conhecidos.

Pesquisa Aplicada

Aplicada é aquela em que o autor busca fazer um estudo científico voltado a solucionar algum problema específico, que já é conhecido e demonstrado no texto do trabalho.

Desse modo, ela não serve apenas para gerar um novo conhecimento, aumentando o que já está disponível, mas, também para aplicá-lo na prática, intervindo no mundo real.

Normalmente, parte-se de conhecimentos já desenvolvidos em investigações básicas anteriores para aplicá-los na prática.

Ela deve ser usada quando você partir de um problema prático e tiver como finalidade, por exemplo, melhorar algum processo, comportamento ou produto.

Pesquisa básica pura, Pesquisa básica estratégica e Pesquisa Aplicada
Pesquisa básica pura, básica estratégica e Aplicada

Elementos essenciais: Quanto aos objetivos

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A segunda forma de caracterização dos estudos científicos é quanto aos objetivos. No entanto, tenha cuidado, pois essa classificação não trata dos objetivos gerais e específicos, vistos no artigo anterior, mas dos seus propósitos gerais.

Quanto aos objetivos, sua investigação deverá ser classificada como descritiva, exploratória ou explicativa.

Pesquisa Descritiva

Objetiva retratar as características do objeto estudado, expondo com precisão os fatos ou fenômenos, para estabelecer a natureza das relações entre as variáveis delimitadas no tema.

ebook temas para TCC.pdf

É, provavelmente, o tipo mais comum nos cursos de Direito, Contabilidade e Administração, pois nessas áreas o conhecimento já está bastante sistematizado, não havendo muito espaço para explicação ou exploração.

Normalmente, parte-se de um problema constatado em alguma realidade, natural ou cultural, coleta-se informações, bibliográficas ou não, analisa-se as variáveis envolvidas e propõe-se recomendações.

Esse, por sinal, é o padrão em TCC’s, no âmbito da graduação, embora também seja muito usado na pós-graduação.

Provavelmente, seu trabalho acadêmico será descritivo. Você vai usá-la quando buscar expor, classificar e interpretar fatos ou fenômenos, fazendo a análise mais precisa possível, sem interferir pessoalmente nos dados coletados.

Pesquisa Exploratória

Tem como objetivo identificar melhor, em caráter de sondagem, um fato ou fenômeno, tornando-o mais claro e propor problemas ou até hipóteses.
É uma investigação quase pioneira, inovadora, criativa e cabível em relação a assuntos cujo conhecimento seja bem pouco desenvolvido.

Claro, esse ineditismo tem de ser evidenciado em relação a toda a ciência e não apenas na ótica do autor.

É um tipo bastante flexível, podendo ser realizada de forma bibliográfica mesclada com entrevistas e análise de exemplos, por exemplo.

Você vai usá-la quando, havendo pouco conhecimento científico sobre um assunto, estudar a realidade prática para descrever situações reais, estabelecer variáveis ou encontrar outros problemas.

Pesquisa Explicativa

Visa encontrar os fundamentos que dão ensejo a um fenômeno, quer dizer, buscar a razão, o motivo, a causa e o efeito das coisas.

É muito provável, caso você não seja um doutorando ou pelo menos um mestrando, que seu TCC não seja explicativo.

Isso por que esse é o tipo mais complexo e, na maioria dos casos, representa a continuação de uma investigação descritiva.

Você vai usá-la quando desenvolver um conhecimento completamente novo sobre algo, desvendando um “porquê” relativo ao objeto estudado, normalmente em pesquisa experimental, observacional ou ex post facto.

Pesquisa Descritiva, Pesquisa Exploratória e Pesquisa Explicativa
Pesquisa Descritiva, Exploratória e Explicativa

Elementos essenciais: Quanto à abordagem

A terceira forma de classificação é quanto à abordagem, podendo ser qualitativa, quantitativa ou mista (quali-quantitativa).

Abordagem Qualitativa

Se você está fazendo um TCC na graduação, especialmente na área de ciências humanas, provavelmente seu TCC tem abordagem qualitativa. Mas, o que é pesquisa qualitativa?

Nela, o autor é ferramenta essencial, pois é ele quem faz a análise dos dados coletados, buscando os conceitos, princípios, relações e significados das coisas.

A abordagem qualitativa tem, pois, caráter subjetivo, tendo em vista que o critério para a identificação dos resultados não é numérico, exato, mas valorativo.

Ainda que eventualmente se utilize alguns números, normalmente ela é aplicada a populações pequenas, que não viabilizam uma análise estatística.

Abordagem Quantitativa

Já a abordagem quantitativa se caracteriza pelo uso de ferramentas e técnicas estatísticas, para a análise dos dados. Isso é necessário para permitir a medição das relações entre as variáveis, de maneira estritamente numérica.

Desse modo, é possível identificar nos fenômenos apenas os dados quantificáveis, obtendo-se os valores médios e não as particularidades de cada objeto.

Na abordagem quantitativa, o autor adota uma atitude de observação, pois não cabe a ele interferir na análise dos resultados, apenas constatá-la. Essa tarefa, normalmente, é realizada por planilhas e sistemas de computador, dada a complexidade dos números.

Nela, a população estudada normalmente é grande, para viabilizar uma melhor representatividade numérica, minimizando eventuais desvios.

Por esse motivo, as conclusões são obtidas em grau de probabilidade, ao invés de certeza.

Você deve ter percebido que não é qualquer investigação que adota essa abordagem, não é? Normalmente, essa forma de especulação é adotada em mestrados ou doutorados, especialmente em ciências exatas ou sociais.

Abordagem Quali-quantitaviva

Por outro lado, mesmo que as duas abordagens, qualitativa e quantitativa, sejam absolutamente diferentes, elas não se excluem.

Desse modo, é possível que um estudo tenha uma parte cuja abordagem seja eminentemente qualitativa e outra preponderantemente quantitativa.

Caso isso ocorra, deverá ser caracterizada como quali-quantitativa.

Pesquisa Qualitativa, Pesquisa Quantitativa e Pesquisa Quali-Quantitativa
Pesquisa Qualitativa, Quantitativa e Quali-Quantitativa

Elementos essenciais: Quanto ao método

Além disso, a investigação pode ser classificada quanto ao método, que pode ser indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo ou dialético.

Essa classificação leva em consideração a forma de raciocínio lógico adotado, indução ou dedução, para a obtenção de uma conclusão a partir de premissas.

Método Indutivo

No método indutivo, o autor parte de observações específicas, para obter como conclusão uma premissa geral.

Por exemplo:

O cachorro tem pêlos (observação particular);

O gato tem pêlos (observação particular);

O cavalo tem pêlos (observação particular);

Então, todos os mamíferos são peludos (indução – premissa geral).

A indução se dá pela observação individual dos fenômenos, seguida pela identificação de coincidências entre eles e a consequente generalização.

Método Dedutivo

Já o método dedutivo é aquele em que o autor parte da observação de uma situação geral, para explicar as características particulares de um objeto individual.

Por exemplo:

Todas as frutas têm sementes (situação geral);

Laranjas e uvas são frutas (situação particular);

Então, laranjas e uvas têm sementes (dedução).

Enquanto a indução generaliza, a dedução particulariza.

No método dedutivo, a conclusão deve necessariamente ser verdadeira. Se a conclusão for falsa, com certeza uma das premissas também será.

Desse modo, no exemplo acima, caso laranjas ou uvas não tivessem sementes, ou elas não seriam frutas ou nem todas as frutas teriam sementes.

Já no método indutivo, é possível que as premissas sejam verdadeiras, mesmo com a conclusão falsa. No exemplo anteriormente citado, se cães, gatos e cavalos tem pêlos, há, apenas a probabilidade de que os mamíferos sejam peludos, mas não a garantia.

Método Hipotético-Dedutivo

O hipotético-dedutivo é um método de tentativas e erros, que consiste na formulação de hipóteses e tentativas de falseamento delas. Esse método não visa a verdade absoluta, pois parte da premissa de que o conhecimento absoluto não é alcançável.

Por isso, as hipóteses que não forem reprovadas não necessariamente serão verdadeiras, podendo ser submetidas a novos testes. A ideia é que a ciência descarte, num processo cíclico de estudos, todas as hipóteses falsas, fazendo o conhecimento se aproximar ao máximo da verdade.

O método hipotético-dedutivo funciona a partir de um problema. Em seguida, observando o objeto de estudo, o autor identifica pelo menos uma hipótese e passa a testá-la. Por fim, descarta-se as hipóteses reprovadas nos testes, obtendo conclusões sobre o problema.

Método Dialético

O método dialético, por sua vez, se caracteriza pelo confronto de ideias. Por ele, qualquer conceito definido como verdadeiro deve ser testado diante de outras ideias, a fim de que se obtenha uma nova teoria.

De um modo geral, o método dialético compreende 03 etapas: a tese, a antítese e a síntese.

A tese representa uma ideia inicial, preconcebida e tida até então como verdadeira. A partir dela, o autor propõe uma teoria contraditória à tese. Após o confronto de tese com a antítese, surge a síntese, como resultado da ponderação, gerando uma nova tese.

A nova tese se torna, então, o ponto de partida para outros estudos, favorecendo a existência de um ciclo dialético em busca do conhecimento.

Método Indutivo, Método Dedutivo, Método Hipotético-Dedutivo e Método Dialético
Método Indutivo, Método Dedutivo, Método Hipotético-Dedutivo e Método Dialético

Elementos essenciais: Quanto aos procedimentos

A quinta e mais abrangente forma de caracterização é quanto aos procedimentos. Essa classificação diz respeito à forma como os dados são coletados, como a análise é realizada e como os resultados são interpretados.

Quanto aos procedimentos, sua investigação deverá ser classificada como: Bibliográfica, Documental, Estudo de Caso, Experimental, de Campo, ex post facto, Levantamento, ação e Participante.

Vale salientar, entretanto, que todos esses procedimentos não são excludentes, isto é, há grande possibilidade de que se adote mais de um desses procedimentos.

Essa situação, se ocorrer, em nada prejudicará a metodologia adotada no TCC, ao contrário, a tornará mais rica.

Então fique atento a eles e não perca a oportunidade de comentar, no formulário abaixo desse texto, se ao final ainda tiver alguma dúvida. Também, se você tiver alguma crítica ou sugestão, por favor não deixe de comentar.

Pesquisa Bibliográfica

É o procedimento mais comum, estando evidenciado em provavelmente 100% dos TCC’s.

Mas, o que é pesquisa bibliográfica? Trata-se da investigação realizada tendo como fontes livros, artigos e outros textos de caráter científico já publicados.

Nesse tipo de investigação, de caráter predominantemente teórico, busca-se especialmente desvendar os relacionamentos entre conceitos, ideias e características de um objeto.

Realiza-se a comparação de várias posições sobre um problema, deixando o autor repleto de informações sobre aquele assunto. A partir daí, o autor compara os resultados, faz interpretações e constrói conclusões.

Mesmo que uma investigação tenha caráter empírico, adotando outros procedimentos, como o estudo de caso, por exemplo, sempre haverá uma parte teórica, caracterizando-se a especulação bibliográfica.

Também, é possível que ela seja unicamente teórica, mas nesse caso o autor deve estar muito atento à problematização do tema, para não cair na armadilha de escrever uma mera coletânea de conceitos.

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Pesquisa Documental

É a que usa como fontes documentos que não tenham caráter científico. Considera-se documento qualquer objeto que contenha informação sobre um fato, fenômeno ou acontecimento.

Esse tipo de estudo usa textos de empresas e entidades públicas, cartas, diários, catálogos, jornais, revistas, certidões, escrituras, testamentos, fotografias, tabelas, imagens, relatórios contábeis, estatísticas, etc.

Estudo de Caso

Estudo de caso é uma investigação que visa retratar de forma profunda e exaustiva determinados aspectos de um indivíduo, população, organização, ambiente, situação ou fenômeno.

Por isso, não permite a generalização, quer dizer, nenhuma conclusão do autor pode extrapolar o âmbito do seu objeto de estudo.

A ideia é encontrar as principais particularidades de um caso que possam ser comparadas com outros casos, por quem vier a ler o texto. Assim, a eventual generalização só deve ser feita pelo leitor.

A vantagem desse procedimento é a possibilidade de concentrar a exploração no problema de uma única empresa, ou de um grupo de pessoas, por exemplo.

Além disso, não se exige métodos rígidos para a realização de um estudo de caso, podendo ser utilizadas entrevistas, questionários, documentos, etc.

Por vezes, o estudo de caso se faz com números do objeto estudado, porém, ao contrário do que se possa pensar, a investigação provavelmente será qualitativa.

Isso por que sua análise não é necessariamente estatística, restrita à verdade contida nos números. No estudo de caso o autor em regra realizará uma crítica aos dados coletados, para encontrar causas e eventuais soluções do problema.

Pesquisa Experimental

Ela é praticamente um padrão nas explorações de laboratório, é o procedimento em que se manipula variáveis para avaliar o impacto de uma sobre outra.

Normalmente separa-se dois grupos: um deles fica isolado, enquanto outro sofre a influência de uma determinada variável. Depois realiza-se uma comparação entre ambos os grupos, para avaliar o impacto da variável.

Imagine, por exemplo, que o autor busque descobrir qual é o impacto da ergonomia na produtividade dos profissionais de tecnologia.

Para isso, ele deverá procurar dois grupos desses profissionais, depois garantir o uso da ergonomia para um e para o outro evitá-lo. Em seguida bastará comparar os níveis de produtividade deles.

Mas a investigação experimental também pode se dar pela aplicação de uma variável sobre dois grupos. Nesse caso, busca-se verificar se o impacto entre elas é homogêneo.

Também, pode-se analisar o mesmo grupo, porém antes e depois do impacto de uma variável.

Por fim, é possível estudar dois grupos antes e depois do impacto de uma variável. Com isso é possível diferenciar as consequências que cada um pode sofrer.

Pesquisa ex post facto

É a que ocorre depois da ocorrência dos fenômenos.

Ela se parece com a experimental, por ser um experimento de volta no tempo. Mas elas são diferentes! De fato, na pesquisa ex post facto o autor não tem controle sobre todas as variáveis, pois elas já agiram.

A investigação ex post facto tem cabimento quando verifica-se, em momento futuro, que uma determinada variável influenciou algum objeto, sujeito ou fenômeno.

A variável de que não se tem controle pode ser a implantação de uma indústria, a realização de uma obra, a adoção de uma legislação numa cidade, por exemplo.

Nesse caso, o autor deveria encontrar uma cidade com as mesmas características e que não tenha sofrido a influência dessa variável.

A partir daí o autor conduz o “experimento”, comparando o impacto da existência e da ausência da variável nos dois objetos (ambas as cidades).

Pesquisa de Campo

É aquela em que o autor vai pessoalmente à realidade estudada e coleta, diretamente, os dados.

Esse método se contrapõe à exploração de laboratório, em que o autor tem controle pleno das variáveis. Na pesquisa de campo o objetivo é identificar os fenômenos no mundo natural, sem que o autor tenha qualquer controle sobre as variáveis.

Mesmo assim, como em todas os outros procedimentos, exige-se a realização de uma exploração bibliográfica sobre o assunto estudado.

Porém, o autor também precisa definir como coletará os dados. Também, qual será a amostra estudada, bem como a forma de registro e análise dos dados.

Pesquisa de Levantamento

É que visa conhecer os comportamentos de uma população. Esse procedimento é realizado mediante consulta direta às pessoas, normalmente por meio de questionários, por amostragem.

As análises de intenção de votos, por exemplo, são consideradas levantamentos.

O levantamento carece da utilização de técnicas estatísticas, caracterizando-se como quantitativa, de modo a permitir a generalização dos resultados.

Como é padrão nas pesquisas quantitativas, o levantamento não permite o detalhamento do fenômeno estudado, mas identifica seus aspectos gerais.

Pesquisa-ação

É a pesquisa de campo em que o autor pessoalmente se envolve. Ele age efetivamente sobre o mundo natural.

A característica principal dela, portanto, é a interferência do escritor para a mudança dos fenômenos.

O autor deve ser proativo na investigação. Ele deve propor ações e depois avaliar os resultados delas na população envolvida.

Desse modo, para realizar uma pesquisa-ação, o autor deve identificar um problema prático de uma comunidade. Em seguida, deve elaborar um projeto com ações para a solução desse problema. Por fim, restaria avaliar as mudanças ocorridas.

Pesquisa Participante

Ela se parece com a pesquisa-ação, por que o autor precisa interagir com a população estudada.

Porém, o autor não precisa realizar ações para interferir na realidade. Seu objetivo, na verdade, é proporcionar o conhecimento mais amplo possível do grupo por ele.

Para conseguir atingir esse entendimento profundo do grupo, o autor adota como estratégia se inserir e assumir um papel nele. A partir daí ele busca realizar exploração descritiva e qualitativa.

Desse modo, a população envolvida acaba não sendo apenas um objeto de estudo. Na verdade, as pessoas participam da análise, num processo de autoconhecimento.

A solução dos problemas envolvidos na investigação, então, não são monopólio do autor. De fato, são fruto da discussão com a população estudada.

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Conclusão

A proposta deste artigo era oferecer um guia prático, focado na escolha e explicação da metodologia do seu TCC. A meta foi garantir que isso não seja mais obstáculo para você.

Então, me comprometi a explicar o significado de pesquisa e metodologia. Também, como se dá sua classificação, suas características e modos de utilização.

Conceitos

Você descobriu que pesquisa científica é a busca da solução de um problema com a utilização de métodos científicos.

Já a metodologia é o estudo dos métodos reconhecidos pela ciência e mais adequados.

Classificação

Depois, eu te expliquei que existem elementos essenciais e complementares, conforme assim classificados:

  1. Essenciais são os elementos mínimos para a completa descrição da investigação. Eles identificam qual é sua finalidade, seus objetivos, sua abordagem, seu método e seus procedimentos.
  2. Complementares são os elementos que adicionam detalhes e esclarecimentos aos elementos essenciais. Eles explicam unidades de análise, instrumentos de coleta de dados, variáveis e dimensões consideradas e etapas desenvolvidas.

Continuando, expliquei que os elementos complementares não seriam importantes nesse momento. Na verdade, o objetivo do artigo era ensinar você a classificar a metodologia do seu TCC.

Características

Então nos concentramos em entender os elementos essenciais, que dividimos em 05 categorias, conforme a seguir:

  1. Quanto à finalidade, a pode ser:
    1. Básica;
      1. Básica Pura;
      2. Básica Estratégica.
    2. Aplicada.
  2. Quanto aos objetivos, deverá ser classificada como:
    1. Descritiva;
    2. Exploratória, ou;
    3. Explicativa.
  3. A terceira forma de classificação é quanto à abordagem, podendo ser:
    1. Qualitativa;
    2. Quantitativa, ou;
    3. Mista (quali-quantitativa).
  4. Além disso, pode ser classificada quanto ao método, que pode ser
    1. Indutivo;
    2. Dedutivo;
    3. Hipotético-dedutivo, ou;
    4. Dialético.
  5. Por fim, quanto aos procedimentos, deverá ser classificada como:
    1. Bibliográfica;
    2. Documental;
    3. Estudo de Caso;
    4. Experimental;
    5. De Campo;
    6. ex post facto;
    7. Levantamento;
    8. ação, e;
    9. Participante.

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Considerações Finais

Agora que chegamos ao final, aposto que você já domina a técnica para definir a metodologia do seu TCC.

Essa era a proposta. Você não precisa ser um especialista em trabalho científico, precisa ser especialista apenas na seu próprio tema!

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Mesmo assim, se você ainda tiver alguma dúvida… Reitero o convite para você deixar um comentário, logo ali abaixo do texto.

Além disso, peço a você que compartilhe esse artigo. Eu fiz com muita atenção a você e sugiro que você tenha a mesma atitude com as outras pessoas. Lembre-se: compartilhar é se importar com os outros!

Em breve postarei um novo artigo como esse. Se você cadastrar seu e-mail no blog, receberá um aviso por e-mail assim que eu tiver novidades.

Então, deixo o meu abraço e o meu convite para que você volte a visitar meu blog. Até breve!

Professor André Fontenelle