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Citação direta e indireta – Como fazer citação de acordo com as normas ABNT

Como fazer citação direta e indireta de acordo com as normas ABNT 2018

As citações são a matéria-prima do seu TCC.

De fato, sem citação, não existe referencial teórico e sem referencial teórico não existe pesquisa.

Então não tem escapatória! Se tem uma aspecto essencial sobre como fazer um TCC… pode ter certeza que é o bom uso das citações!

Desse modo, se você não souber usar a citação direta e indireta corretamente, eu garanto que você vai perder muitos pontos de formatação, seu trabalho vai perder qualidade e você pode até reprovar por plágio!

Então saia dessa… Mas não sofra por antecipação!

Eu sou o Professor André Fontenelle e nesse artigo você vai:

1 – Conhecer todos os tipos de citação direta e indireta;

2 – Descobrir como fazer citação direta e indireta do jeito certo;

3 – E conferir alguns exemplos bem práticos de citação.

Mas antes, aproveita para baixar o brinde que vai dar um rumo que o seu TCC precisa:
ebook temas para TCC.pdf

Citação Direta e Indireta

Basicamente, existe três tipos de citação:

1 – A citação direta;

2 – A citação indireta;

3 – E a citação de citação.

citação direta e indireta
Citação direta e indireta

Vamos conhecer melhor cada um desses três tipos:

Citação Direta

O primeiro deles é a citação direta, que é a transcrição idêntica do texto de outra pessoa no seu TCC.

Esse tipo de citação pode ser feita de duas formas: a citação direta curta e a citação direta longa.

A citação direta curta é a que tem no máximo três linhas. Ela deve ser colocada entre aspas duplas, dentro de um parágrafo normal.

Já a citação direta longa é aquela que tem mais de três linhas. Ela deve aparecer em um parágrafo especial.

Esse parágrafo especial deve ter exatamente quatro centímetros de recuo, contados a partir da margem esquerda em direção ao lado direito.

Além disso, esse parágrafo especial não deve ter aspas e as letras dele devem ter um tamanho menor do que as letras dos parágrafos normais.

Citação indireta

O segundo tipo é a citação indireta, no qual você deve escrever com suas ptóprias palavras uma ideia que você tirou de outro texto.

Essa é a melhor forma de citação, pois ela demonstra que você não apenas teve o trabalho de coletar uma informação.

Ela mostra, também, que você fez o esforço de interpretr e de reescrever essa ideia com as suas próprias palavras.

E isso, evidencia que você realmente domina o assunto, já que consegui fazer análises críticas, elevando com isso o seu conceito perante os avaliadores.

A citação indireta aumenta muito a qualidade do trabalho, então você deve privilegiar o uso dela sempre que puder no seu TCC.

Citação de citação

E o terceiro tipo é a citação de citação, que nada mais é que a citação direta ou a citação indireta de um texto que você usou mesmo sem ter visto o texto original.

Quer dizer, imagine que você está lendo um texto e de repente acha uma citação importantíssima. Você, então, resolve usá-la no seu trabalho.

Mas daí então você procura, procura e não consegue achar o original daquela obra que gerou a citação. Mas você quer usar mesmo assim!

Então você resolve transcrever a citação no seu TCC, retirando ela lá do texto que já estava fazendo uma citação.

É a cópia de uma cópia! Eu nem preciso dizer que a grande maioria dos avaliadores não gosta disso, não é?

Mas se essa citação for realmente sensacional, você pode fazer… E essa, com certeza, será uma citação de citação.

Como fazer citação direta e indireta

Eu não sei se você está notando…

Porém, mesmo existindo várias formas de se fazer uma citação, ela será sempre direta ou indireta.

No entanto, seja qual for o tipo de citação que você for fazer, existem três informações básicas para você trabalhar:

1 – A autoria;

2 – O ano de publicação;

3 – E o número da página.

Quanto ao ano de publicação não tem nenhum mistério, sua tarefa vai ser apenas anotar e informar.

Porém, o primeiro cuidado que você deve ter é com o fato de que o número da página é uma informação obrigatória nas citações diretas.

Logo, se, por qualquer motivo, você não tiver o número da página, então você também não terá opção, pois o único jeito seguro será fazer uma citação indireta.

Além disso, em relação à autoria, você deve informar o sobrenome do autor.

Porém, pode ser que a obra que você estiver citando simplesmente não tenha um autor definido. Então você deve informar a instituição responsável.

E se você não tiver nem o nome do autor, nem o de uma entidade?

Nesse caso, você deve informar o título da obra.

Sistema autor-data e sistema numérico

Além disso, existem dois sistemas que você pode usar para apresentar as citações: o sistema autor-data e o sistema numérico.

No sistema numérico você usa notas de rodapé para fazer as citações.

Eu não acho isso legal, por que se você usar esse sistema, você não vai ter o direito de fazer notas de rodapé para outras coisas, como comentários e traduções, por exemplo.

Isso por que no sistema numérico, as notas de rodapé só podem ser usadas para fazer as citações.

Então é melhor usar o sistema autor-data, com certeza!

Nesse sistema você apresenta as citações no próprio texto, com as informações entre parênteses.

Mas você ainda vai ter três opções diferentes de fazer isso.
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Sistema autor-data

Como exemplo, para fazer citação direta e indireta, vou usar um trecho que eu tirei da página 171, do livro Direito Empresarial Esquematizado, do Professor André Luiz Santa Cruz Ramos, que foi publicado em 2016, cujo texto diz o seguinte:

“A grande diferença entre o empresário individual e a sociedade empresária é que esta, por ser uma pessoa jurídica, tem patrimônio próprio, distinto do patrimônio dos sócios que a integram.”

Como primeira opção, você pode informar o sobrenome do autor fora dos parênteses e dentro deles o ano e o número da página. Mas nesse caso, só a primeira letra do sobrenome será maiúscula.

Exemplo de Citação Indireta

Nesse caso, a citação poderia ficar assim:

Diante do expõe Ramos (2016, p. 171), o empresário individual não se confunde com uma pessoa jurídica, por que não há divisão entre o seu patrimônio pessoal e o patrimônio da empresa.

Já a segunda opção seria informar o sobrenome do autor e colocar só o ano entre parênteses.

Depois, você faria a citação e, só no final da frase, colocaria a página entre parênteses.

Exemplo de Citação Indireta

Então veja como ficaria:

De acordo com o que ensina Ramos (2016), o patrimônio da sociedade empresária não se confunde com o patrimônio dos seus sócios (p. 171).

Por fim, como terceira opção, você poderia fazer a citação normalmente e, só no fim, inserir entre os parênteses tanto o sobrenome do autor, como o ano e o número da página.

Mas preste atenção! Nesse caso o sobrenome do autor tem que estar todo em letras maiúsculas.

Exemplo de Citação Direta

Observe como ficaria:

Fica claro que a sociedade empresarial, “por ser uma pessoa jurídica, tem patrimônio próprio, distinto do patrimônio dos sócios que a integram.” (RAMOS, 2016, p. 171).

Conclusão

Você viu?

Eu fiz três exemplos de citação direta e indireta completamente diferentes, entretanto, com base no mesmo texto.

Na verdade, isso foi possível por que eu fiz duas citações indiretas.

Isso me permitiu falar com as minhas próprias palavras o que eu interpretei ao ler o texto do Professor André Luiz Santa Cruz Ramos.

E eu ainda informei o número da página, que nem era obrigatório nas citações indiretas.

Mas eu também, fiz uma citação direta, em que eu simplesmente copiei o texto do professor e colei no meu trabalho, informando, é claro, quem é o autor verdadeiro.

É exatamente esse exercício que você precisa fazer no seu TCC, sempre procurando fazer mais citações indiretas do que diretas.

Mas agora eu quero saber! Você fez mais citações diretas ou indiretas no seu TCC? Será que não vale a pena repensar algumas partes do texto?

Fala aí para mim nos comentários!

E se você leu esse artigo até o final, eu acho que já posso pedir para você compartilhar o artigo nas suas redes sociais, não é?

Então, um abraço e até o próximo artigo!

Veja o vídeo aqui: https://youtu.be/KgOxdpAG-q8
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Como fazer um TCC

Resultados e discussão

Resultados e Discussão em artigo científico- Como fazer um TCC passo a passo

Eu aposto que ninguém disse para você que todo TCC precisa ter um capítulo só para a análise dos Resultados e Discussão? Não foi?

Eu também posso imaginar que você ainda não escreveu seu capítulo de resultados e discussão, não foi!

Eu sou o Professor André Fontenelle e nesse artigo eu vou, simplesmente, salvar o seu trabalho da reprovação.

É isso mesmo! Se você não fez a análise de resultados da sua pesquisa, é muito provável que você reprove!

Pense comigo: Como você acha que a banca iria avaliar uma pesquisa que não descobre absolutamente nada?

É isso mesmo que você pensou!

Um TCC que não tem análise e discussão de resultados, é um trabalho incompleto e, portanto, impossível de ser aprovado!

O pior é que muita gente simplesmente não sabe disso.

Mas nesse artigo você vai descobrir o que é, para quê serve e como fazer uma boa análise para o seu TCC.

Então aproveita para baixar o brinde que vai dar um rumo que o seu TCC precisa:

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O que é análise de resultados?

A análise de resultados normalmente aparece no terceiro capítulo ou seção do trabalho.

Também chamada de “resultados e discussão”, é nessa parte do trabalho que você deve apresentar, comentar e interpretar os dados que você coletou na pesquisa.

Enquanto nos dois primeiros capítulos você escreveu uma descrição de tudo o que achou…

Na análise de resultados você deve mudar o foco e fazer uma dissertação.

A ideia aqui é interpretar as relações entre esses achados que você fez nos outros capítulos.

Para quê serve a análise de resultados?

A análise dos resultados serve para que você seja capaz de testar a hipótese e resolver o problema.

É essa parte do trabalho que dá qualidade ao seu TCC.

Quer dizer, quanto melhores forem as constatações que você fizer sobre as descobertas, melhor será o seu TCC.

Trocando em miúdos, é nessa parte do trabalho que a sua capacidade de interpretação vem a tona.

Por isso, nós podemos concluir, também, que é a qualidade da análise que vai decidir se você vai tirar um dez, um sete ou um zero.

Então, é importantíssimo que essa parte do trabalho fique bem feita.

Como fazer a análise de resultados?

Mas não se preocupe, pois eu vou te mostrar um roteiro bem simples para você escrever corretamente os resultados e a discussão da sua pesquisa.

Basicamente o processo consiste em identificar, apresentar, explicar, relacionar e concluir.

Existem inúmeros métodos complexos para interpretar os dados de uma pesquisa, tanto na abordagem qualitativa, como na quantitativa.

Mas esse não é nosso foco. Vamos ver aqui apenas um roteiro básico, aplicável tanto para pesquisas teóricas como para pesquisas empíricas.

Trabalho teórico é aquele que tem como procedimento apenas a pesquisa bibliográfica e a documental.

Já o trabalho empírico é aquele que tem como procedimento um estudo de caso, um levantamento ou uma pesquisa de campo qualquer.
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Por onde começar a escrever os resultados e discussão

Em qualquer dos casos, você deve começar o seu capítulo de resultados e discussão recapitulando as etapas do seu trabalho.

Comece explicando os motivos de ter escolhido os tipos de pesquisa que você utilizou e fale também como você os colocou em prática.

Diga, por exemplo, como você fez para conseguir os dados, o que espera descobrir e como eles podem conduzir a uma resposta para o problema.

Além disso, resgate seus objetivos e informe qual foi a finalidade de fazer o referencial teórico e, se for o caso, uma pesquisa de campo, por exemplo.

Resultados da pesquisa

O segundo passo é informar os resultados que coletou em cada capítulo da sua pesquisa.

Em relação à parte teórica do seu trabalho, você pode simplesmente descrever o que descobriu, mostrando a opinião dos autores e o que os documentos mostram.

Já em relação à pesquisa empírica, o ideal é que os números ou dados sejam apresentados em tabelas ou gráficos.

Você pode simplesmente dizer assim: “no primeiro capítulo descobriu-se isso, isso e isso… já no segundo capítulo as principais descobertas foram essas, essas e essas”.

Podem ser apenas dois parágrafos, mas provavelmente serão vários!

No terceiro passo, você deve mostrar todas as relações existentes entre esses dados que você mostrou, mas isso vai ser feito de um jeito um pouco diferente, dependendo se o seu trabalho é teórico ou empírico.

Análise de resultados – pesquisa teórica (pesquisa bibliográfica)

Se seu trabalho é teórico, você fez pelo menos dois capítulos de pesquisa bibliográfica, sobre assuntos diferentes, mas que se relacionam de alguma forma.

Então você pode comparar os conceitos, características, impactos de cada assunto para verificar o que um pode provocar em relação ao outro.

Resultados e discussão – pesquisa empírica

Mas se a sua pesquisa é empírica, você fez um capítulo de pesquisa bibliográfica e pode ter feito outro com uma pesquisa de campo, por exemplo.

Então, antes de analisar a parte teórica, você deve começar comparando os dados da pesquisa empírica…

Compare cada um dos dados que puder com os outros, tentando entender:

  1. As diferenças entre medidas e quantidades;
  2. A frequência dos acontecimentos,
  3. As características uniformes ou destoantes; ou
  4. Qualquer relação que encontrar entre eles.

Por exemplo, você pode ter aplicado um questionário para duzentas pessoas.

O ideal é fazer uma planilha com a tabulação de todas as respostas e começar a observar os dados.

Exemplo

Você pode descobrir, por exemplo, que:

  1. Setenta das pessoas mais jovens demonstram um determinado comportamento; e
  2. Oitenta por cento das mulheres apresentam outro comportamento.

Veja que aqui você não considerou as perguntas do questionário separadamente, mas fez comparações entre duas delas ou mais.

Perceba que naturalmente você já terá começado a interpretar os dados.

Interpretando os dados

Porém, você deve avaliar ainda mais, para descobrir se essas relações são significativas na busca de uma solução do problema.

Qual é, por exemplo, a causa, o motivo ou a consequência desses comportamentos nesses grupos de pessoas?

Para isso, você teria de comparar as descobertas da pesquisa empírica com as descobertas da pesquisa bibliográfica.

Tente interpretar como os conceitos que você descobriu nos livros explicam, contradizem, complementam os dados que você coletou na sua observação, nos questionários, nas entrevistas ou nos documentos.

Análise e discussão de resultados – hipótese de TCC

O quarto passo colocar tudo isso frente à sua hipótese para verificar se o conhecimento que você produziu confirma ou refuta a sua hipótese.

Compare aquela ideia que você tinha antes de começar a pesquisar, com as constatações que você conseguiu fazer.

Eu tenho certeza que a essa altura do trabalho, sua visão sobre o tema vai estar muito mais amadurecida e você terá muito o que explicar.

Certamente, esse é o momento de você se posicionar e escrever o que pensa sobre o tema.

Mas é claro que você não deve dar a sua opinião pessoal, mas sim a sua interpretação sobre os dados da pesquisa.

O quinto passo é verificar a possível resposta para o problema, à luz do que você conseguiu descobrir, seja com a coleta de dados, seja com a interpretação que fez deles.
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Conclusão

Pronto!

Você já tem uma análise de dados e pode, finalmente ter certeza de que o texto que você escreveu é, de fato, uma pesquisa científica.

Então vamos revisar o passo a passo:

  1. Informe as etapas do trabalho;
  2. Mostre os principais dados que encontrou em cada capítulo do trabalho;
  3. Compare esses dados verificando as diversas relações entre eles;
  4. A partir dessas relações, veja se a hipótese foi confirmada ou refutada;
  5. Apresente uma resposta para o problema.

Muito simples, não é?

Então me diga nos comentários… Qual foi a principal descoberta que você fez durante o seu TCC? Você sabe?

Um abraço e até o próximo artigo!

Assista o artigo: https://youtu.be/S_Vh-SaB600

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Como fazer um TCC Hipótese de TCC

Hipótese de TCC: Como construir uma boa hipótese para o seu TCC?

Como criar uma hipótese de TCC?

Hipótese de TCC: Uma das principais queixas que eu escuto dos aluno é não saber por onde começar e como fazer um TCC.

Eu sou o Professor André Fontenelle e tenho certeza que você já teve ou está tendo esse problema!

Se você não sabe o que tem que fazer em cada parte do seu trabalho.

Se dá branco na hora que você começa a escrever.

Ou se o seu orientador está mandando você refazer seus capítulos… Eu lamento dizer, mas você está prestes a se dar muito mal!

Mas a boa notícia é que existe um conjunto de estratégias que podem dar um rumo à sua pesquisa.

Graças a Deus os alunos do meu curso não passam por isso. Eles aprendem como fazer um TCC passo a passo e não correm o risco de escrever nada fora do contexto.

E você também pode conseguir isso. Basta seguir todas as dicas que eu mostro aqui no blog!

Uma das coisas que podem facilitar e muito a sua vida, durante a jornada do TCC, é estabelecer uma hipótese.

Hipótese de TCC

Por isso, atendendo a mais uma das sugestões que eu recebi lá no facebook, eu resolvi fazer esse artigo, no qual você vai encontrar três coisas:

1 – Primeiro: O que é e para quê serve uma hipótese de pesquisa;

2 – Segundo: Quais as características que uma boa hipótese deve ter;

3 – Terceiro: Como construir uma hipótese de TCC com um exemplo comentado.

Massa, não é? Então, se inscreve agora aqui no blog e baixa o brinde:

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O que é hipótese de TCC?

A hipótese de TCC, basicamente, é um texto, em forma de conjectura, que tenta explicar de maneira provisória aquilo que você desconhece, mas acredita ser verdade sobre o problema.

Ela permite que as relações entre as variáveis do seu problema de pesquisa sejam estudadas apenas de acordo com essa conjectura.

Em outras palavras, a hipótese de TCC serve para que você tenha apenas uma missão durante o seu trabalho, testar se ela está certa ou errada.

As 07 Características de uma boa hipótese de TCC

Então nós já podemos passar para a segunda parte do nosso artigo, que é sobre as características de uma boa hipótese de TCC.

Hipótese de TCC
Hipótese de TCC

Suposta

A primeira característica de uma boa hipótese é ser suposta. Quer dizer, a hipótese não pode ser construída com grau de certeza.

Se você tiver certeza de algo, quer dizer, se já houver como provar sua ideia, então não se justifica que seja realizada uma pesquisa sobre ela.

Por isso, a hipótese tem que ser construída antes que o trabalho seja iniciado.

Provável

Mas a segunda característica de uma boa hipótese é ser provável.

Isso significa que você precisa conhecer um pouco sobre o assunto a ser estudado, antes de construi-la.

Se você estabelecer uma hipótese improvável, pode ser que sua pesquisa fique direcionada à busca de dados difíceis ou impossíveis de conseguir.

Isso pode fazer com que você não consiga chegar às conclusões ou acabe fugindo do tema.

Então, quando for formular sua hipótese, o ideal é que você insira nela os elementos que você vai pesquisar em cada capítulo do seu TCC.

A ideia é que à medida que você encontre novas informações, se forma uma coleção de resultados que permitirão testar a hipótese.

Provisória

Diante disso, é possível dizer que a terceira característica de uma hipótese é ser provisória.

De fato, a hipótese não precisa ser confirmada no fim do trabalho.

Eu noto que há uma certa preocupação dos alunos em criar hipóteses que obrigatoriamente sejam confirmadas. A verdade é que isso não é importante!

Inclusive, eu me arrisco a dizer que é melhor para a ciência quando uma hipótese é refutada. Pois de acordo com o método hipotético-dedutivo as ideias erradas vão sendo excluídas do conhecimento científico. Isso permite que apenas os conceitos corretos continuem sendo aceitos.

Você viu? Eu acabei de criar uma hipótese!

Fiz uma suposição provável e provisória, mas também apresentei uma pequena explicação para ela.

Caráter Explicativo

Esse caráter explicativo é quarta característica de uma boa hipótese.

De fato, você não deve criar uma hipótese vazia, ou seja, é necessário que ela mostre uma relação entre a suposição e o assunto a ser estudado no TCC.

Compatibilidade com a lógica

Por isso também, sua hipótese deve ter uma quinta característica, que é a compatibilidade com a lógica.

A explicação que você deve propor para a hipótese tem que ser lógica, revelando por exemplo uma relação de condição, de causa, de consequência ou até de frequência.

Compatibilidade com a ciência

Além disso, a sexta característica de uma boa hipótese, nos diz que ela deve ser compatível com a ciência.

Portanto, você não deve se basear apenas nas suas crenças ou opiniões.

Então, a explicação que você der para sua suposição deve ter fundamento em documentos ou na bibliografia.

Possibilidade de verificação

E por fim, uma boa hipótese de TCC deve ser uma sétima característica, que é ser passível de verificação.

Em outras palavras, a hipótese deve ser passível de testes.

Mesmo que a sua hipótese seja muito boa, se não ela puder ser colocada à prova na sua pesquisa… isso a tornará viável!

Por exemplo, se estabelecesse como hipótese no seu TCC a existência de vida extraterrestre… Certamente você teria um assunto super interessante!

Mas provavelmente você não teria como provar que essa hipótese é verdadeira ou falsa. Isso retiraria todo o caráter científico do seu trabalho.

Certo, agora você já sabe as características que a sua hipótese precisa ter.

Mas como construir uma boa hipótese de TCC?

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Como fazer uma boa hipótese de TCC

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Nessa terceira e última parte do nosso artigo… Eu nem preciso dizer que o primeiro passo para criar uma boa hipótese é ter um bom problema de pesquisa. Não é?

Se a hipótese é uma provável resposta para o problema, então você vai precisar de uma boa pergunta de pesquisa.

Aqui no blog tem um artigo sobre como encontrar um problema de pesquisa. Vou deixar o link na descrição.

Mas um bom problema de pesquisa certamente vai relacionar duas coisas… O assunto principal do seu TCC e um ponto de vista sobre esse assunto.

Então, já em posse de um bom problema de pesquisa, o processo será bem simples e só tem 03 passos:

1 – Sugira uma resposta para a pesquisa;

2 – Proponha uma explicação para essa resposta;

3 – Junte as duas coisas em uma frase apenas.

Com certeza, depois desse processo você terá uma hipótese.

Quer ver?

Problema de pesquisa

Lá no artigo sobre problema de TCC, eu te mostrei a seguinte pergunta de pesquisa:

”Quais são as melhores estratégias para fazer um plano de marketing capaz de promover a captação de clientes para um consultório odontológico na periferia de Fortaleza-CE, em 2018?”

Então, a sua hipótese poderia ficar assim:

”Parte-se da hipótese de que a melhor forma de atrair clientes para um consultório odontológico na periferia de Fortaleza-CE é a utilização de um mix ações relacionadas à divulgação por meio de outdoors, redes sociais e panfletagem, bem como telemarketing de vendas, pois esse público tem pouco tempo disponível, já que boa parte de seu tempo é dividida entre o trabalho e os engarrafamentos, dada a difícil mobilidade urbana nesses bairros.?”

Exemplo de Hipótese de TCC

Observe que eu fiz uma suposição sobre uma possível resposta para a pergunta, afirmando que:

”a melhor estratégia é a utilização de um mix ações relacionadas à divulgação por meio de outdoors, redes sociais e panfletagem, bem como telemarketing de vendas”

Mas eu também dei uma explicação para essa suposição, afirmando que:

”o público tem pouco tempo disponível, já que boa parte de seu tempo é dividida entre o trabalho e os engarrafamentos, dada a difícil mobilidade urbana nesses bairros.”

Como fazer uma Hipótese de TCC
Como fazer uma Hipótese de TCC

Perceba que os dois capítulos de pesquisa desse TCC estão presentes na hipótese.

No primeiro capítulo, você faria uma pesquisa bibliográfica sobre as estratégias de marketing aplicáveis… Para identificar os prós e contras de cada uma delas.

No segundo capítulo, você faria uma pesquisa de campo sobre o perfil do público. Para saber a persona que forma a clientela de um consultório odontológico na periferia de Fortaleza-CE.

E no terceiro capítulo, você iria comparar os resultados da pesquisa bibliográfica. Nela, você iria acrescentar os resultados da pesquisa empírica, a fim de realizar o teste da hipótese.

Mas é claro que você estudaria com bem mais afinco como funciona o marketing com outdoors, redes sociais, panfletagem e telemarketing.

Também você exploraria muito as perguntas sobre como é a rotina desses consumidores.

Isso aconteceria simplesmente por que a hipótese estaria direcionando a sua pesquisa!

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Conclusão

Você viu? A utilização de uma hipótese direciona o seu trabalho, evitando que você se sinta perdido.

Isso é um grande motivo para você construir sua hipótese agora mesmo, não é?

Então me faz um favor? Escreve a sua hipótese aqui embaixo, nos comentários…

Assim eu posso te ajudar e agente ainda pode ajudar várias pessoas, mostrando bons exemplos de hipótese. O que você acha? Boa ideia, não é?

Grande abraço e até a próxima aula.

Assista o artigo: https://youtu.be/kvAyaLYlXIw