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Como fazer um TCC Metodologia Científica

Metodologia científica: Como definir os tipos de pesquisa do seu TCC?

Metodologia científica: Como definir os tipos de pesquisa do seu TCC?

Metodologia científica, projeto de pesquisa, tipos de pesquisa científica… afinal, o que é metodologia? O que é pesquisa? Como fazer uma metodologia para TCC?

Essas são algumas das principais dificuldades que os estudantes têm na época de elaborar o TCC.

Muitas vezes, eles ficam sem saber ao certo o que os avaliadores esperam do seu Trabalho de Conclusão de Curso. Ao mesmo tempo, são pressionados pelo prazo curto.

Isso acontece por que, no Brasil, o sistema educacional não privilegia o estudo científico desde o início da formação do indivíduo. O foco maior infelizmente é na memorização de conceitos.

Mas a metodologia da pesquisa científica não é nenhum “bicho de sete cabeças”, ao contrário, representa um conjunto de conceitos e regras bem simples.

A metodologia está para a pesquisa assim como as placas de trânsito estão para a condução de veículos.

Você pode saber controlar bem um veículo, mas dificilmente será um bom motorista se não entender as placas de trânsito. De igual forma, você pode saber escrever muito bem, porém jamais desenvolverá uma investigação científica se não dominar os métodos.

O que você vai encontrar nesse artigo?

[toc]

Depois de ler esse artigo até o final, o quesito método não será mais um obstáculo.

Minha pretensão aqui não é aprofundar nenhum dos conceitos, nem falar de todas as metodologias possíveis. O que você está recebendo é um guia prático, focado na escolha e na explicação sobre os métodos do seu TCC.

Ao final, você terá condições de estabelecer os métodos para o seu projeto de pesquisa e se concentrar apenas no desenvolvimento do seu texto.

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O que é pesquisa? O que é metodologia científica?

Já vi muita gente boa dizendo que investigação científica seria o procedimento voltado à produção de novos conhecimentos. De fato, essa afirmação não é totalmente errada, o erro está em pensar que é só isso!

É importante lembrar que, além da ciência, existem outros tipos de conhecimento: o popular, o filosófico e até o teológico. Além disso, essa ideia acaba encobrindo os elementos que efetivamente caracterizam uma exploração científica.

Elementos necessários de toda investigação científica

É a exploração que parte da existência de um problema e utiliza métodos científicos para chegar a uma conclusão.

Me arrisco a afirmar que, se pelo menos um desses elementos estiver faltando, não haverá exploração científica, mas, tão somente, uma redação simples.

O que é pesquisa científica?
O que é pesquisa?

Toda exploração científica parte da inquietação do autor diante de um problema.

A partir daí, ele busca coletar informações que considere úteis, a fim de organizá-las, analisá-las, colher resultados e, com isso, buscar respostas para o problema.

Mas o simples fato de alguém buscar a solução para um problema, não significa necessariamente que exista uma exploração científica.

Para evidenciar o desenvolvimento científico, é necessária a observação criteriosa dos fatos e fenômenos, com o teste de hipóteses e resultados comprovadamente verificáveis.

Quer dizer, se outro autor utilizar os mesmos métodos, para os mesmos testes, deverá obter os mesmos resultados.

Para que isso aconteça, os métodos utilizados numa devem ser reconhecidos pela ciência.

É possível afirmar que método é um procedimento, uma técnica ou simplesmente um modo de fazer algo.

Por outro lado, método científico é aquele que já foi analisado, testado e tido reconhecida como próxima da exatidão, para um determinado objetivo.

A importância do método

Já a metodologia é o estudo dos métodos reconhecidos pela ciência como sendo mais adequados para a execução de uma investigação.

O que é metodologia científica?
Conceito

Se o autor não evidenciar que utilizou corretamente a metodologia da pesquisa científica, não haverá nenhuma garantia de que seu texto não contenha meramente suas opiniões pessoais, crenças e valores morais.

Um texto sem cuidados metodológicos pode revelar saber empírico, mas jamais será ciência, por que não passará de um compêndio de conhecimentos populares, filosóficos ou teológicos.

Quer dizer, sem o domínio dos tipos de metodologia, a chance de um examinador desvalorizar seu trabalho e até provocar sua reprovação é, simplesmente, gigante.

Então, você precisa dominar os métodos do seu TCC, pois, o uso correto dos métodos é o que traz credibilidade para que os resultados sejam considerados verdadeiros .

Você compreende o tamanho do risco envolvido e a importância disso?

Por isso mesmo é que você precisa aprender um pouquinho de metodologia para conseguir aplicar os métodos científicos corretamente.

Vamos começar, então, descobrindo quais são os principais procedimentos e como eles são classificados.

Como são classificados os principais métodos

Como vimos, um dos ingredientes para a elaboração de um TCC bem sucedido é a descrição correta dos métodos utilizados.

Isso por que sua identificação servirá para informar aos avaliadores os limites técnicos de sua investigação científica, limitando as exigências deles ao que você se comprometeu a fazer.

Mas para isso, você precisa saber como selecionar os melhores métodos para a busca de uma solução para o seu problema, o que somente será possível quando você compreender sua classificação.

Então vamos lá!

Particularmente, eu classifico em duas grandes classes: os elementos essenciais e os elementos complementares.

Elementos de metodologia científica
Elementos

Elementos essenciais da metodologia do trabalho científico

Essenciais são os elementos mínimos para a completa descrição do trabalho, identificando qual é sua finalidade, seus objetivos, sua abordagem, seu método e seus procedimentos.

Elementos complementares da metodologia do trabalho científico

Complementares são os elementos que adicionam detalhes e esclarecimentos aos elementos essenciais, explicando quais são as unidades de análise, os instrumentos de coleta de dados, as variáveis e dimensões consideradas e as etapas desenvolvidas.

Classificação da metodologia científica
Classificação dos métodos

Como usar esses métodos?

Então, obrigatoriamente, você terá de fazer uma análise do seu TCC e identificar como ele se enquadra.

Isso significa que você terá de classificar seu trabalho acadêmico por pelo menos 05 critérios, relativamente aos seus elementos essenciais (finalidade, objetivos, abordagem, método e procedimentos).

Além disso, dependendo dos elementos essenciais que você escolher e da forma como for usá-los, é possível que surjam outros elementos.

Nesse caso, você precisaria ter atenção aos elementos complementares (unidades de análise, os instrumentos de coleta de dados, as variáveis e dimensões consideradas e as etapas desenvolvidas).

Mas não vamos nos preocupar com isso agora. No futuro, quando for te ensinar , por exemplo, como fazer estudos de caso, entrevistas e questionários, irei apresentar alguns artigos específicos sobre os métodos complementares.

Entretanto, você não conseguirá fazer a classificação metodológica do seu TCC corretamente, se não conhecer pelo menos a caracterização dos principais procedimentos de investigação.

Então, leia atentamente o próximo capítulo, que traz a caracterização básica, resumida e simplificada dos mais comuns tipos e métodos.

Metodologia TCC: tipos de pesquisa, características e modos de utilização

A proposta desse artigo, como dito desde o início, não é aprofundar os conceitos, mas oferecer um guia prático para que você saiba os métodos que irá usar e como fazer isso corretamente.

Seguindo essa linha, a seguir você encontrará os principais tipos e métodos de pesquisa, com as características que os individualizam e modos de utilização.

Lembre-se que o domínio desse conteúdo será determinante para o sucesso do seu TCC. Por isso, se ao final ainda houver alguma dúvida, deixe uma pergunta no formulário de comentários, que está logo abaixo do texto.

Tipos de Pesquisa
Classificação dos tipos de metodologia

Elementos essenciais: Quanto à finalidade

Essa é uma das mais tradicionais e também mais simples formas de classificação da investigação.

Quanto à finalidade, a exploração pode ser básica ou aplicada. Já a básica, pode ser pura ou estratégica.

Pesquisa Básica

É aquela em que se busca apenas aprofundar o conhecimento disponível na ciência.

Isso é feito para preencher a ausência de estudo sobre algum aspecto que ainda não foi completamente abordado, relativamente a um assunto específico.

Normalmente, são textos caracterizados pela a análise de conceitos e sistematização de ideias. Na básica, não se busca a transformação da realidade, apenas do saber.

Ela é usada em estudos predominantemente teóricos e cujo problema não seja relacionado diretamente com uma situação específica.

Porém, se for fazer uma investigação básica, você terá de definir (e deixar claro no texto do seu TCC), se ela será pura ou estratégica.

Básica Pura

Na básica pura o autor não parte de uma situação específica e não demonstra interesse nos possíveis benefícios decorrentes de seu estudo.

Nesse caso, a finalidade do trabalho é puramente teórica, com o único objetivo de expandir o conhecimento disponível. As recomendações, se houverem, serão apenas voltadas ao debate acadêmico, propondo novas questões.

Básica Estratégica

Na básica estratégica o autor não parte de uma situação específica, que ele pretenderia resolver na prática. Porém, ele busca desenvolver conhecimentos que possam eventualmente ser utilizados para a solução de problemas conhecidos.

Essa será a sua escolha se você não buscar resolver diretamente um problema prático e identificado no trabalho, mas propor recomendações úteis para resolver problemas conhecidos.

Pesquisa Aplicada

Aplicada é aquela em que o autor busca fazer um estudo científico voltado a solucionar algum problema específico, que já é conhecido e demonstrado no texto do trabalho.

Desse modo, ela não serve apenas para gerar um novo conhecimento, aumentando o que já está disponível, mas, também para aplicá-lo na prática, intervindo no mundo real.

Normalmente, parte-se de conhecimentos já desenvolvidos em investigações básicas anteriores para aplicá-los na prática.

Ela deve ser usada quando você partir de um problema prático e tiver como finalidade, por exemplo, melhorar algum processo, comportamento ou produto.

Pesquisa básica pura, Pesquisa básica estratégica e Pesquisa Aplicada
Pesquisa básica pura, básica estratégica e Aplicada

Elementos essenciais: Quanto aos objetivos

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A segunda forma de caracterização dos estudos científicos é quanto aos objetivos. No entanto, tenha cuidado, pois essa classificação não trata dos objetivos gerais e específicos, vistos no artigo anterior, mas dos seus propósitos gerais.

Quanto aos objetivos, sua investigação deverá ser classificada como descritiva, exploratória ou explicativa.

Pesquisa Descritiva

Objetiva retratar as características do objeto estudado, expondo com precisão os fatos ou fenômenos, para estabelecer a natureza das relações entre as variáveis delimitadas no tema.

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É, provavelmente, o tipo mais comum nos cursos de Direito, Contabilidade e Administração, pois nessas áreas o conhecimento já está bastante sistematizado, não havendo muito espaço para explicação ou exploração.

Normalmente, parte-se de um problema constatado em alguma realidade, natural ou cultural, coleta-se informações, bibliográficas ou não, analisa-se as variáveis envolvidas e propõe-se recomendações.

Esse, por sinal, é o padrão em TCC’s, no âmbito da graduação, embora também seja muito usado na pós-graduação.

Provavelmente, seu trabalho acadêmico será descritivo. Você vai usá-la quando buscar expor, classificar e interpretar fatos ou fenômenos, fazendo a análise mais precisa possível, sem interferir pessoalmente nos dados coletados.

Pesquisa Exploratória

Tem como objetivo identificar melhor, em caráter de sondagem, um fato ou fenômeno, tornando-o mais claro e propor problemas ou até hipóteses.
É uma investigação quase pioneira, inovadora, criativa e cabível em relação a assuntos cujo conhecimento seja bem pouco desenvolvido.

Claro, esse ineditismo tem de ser evidenciado em relação a toda a ciência e não apenas na ótica do autor.

É um tipo bastante flexível, podendo ser realizada de forma bibliográfica mesclada com entrevistas e análise de exemplos, por exemplo.

Você vai usá-la quando, havendo pouco conhecimento científico sobre um assunto, estudar a realidade prática para descrever situações reais, estabelecer variáveis ou encontrar outros problemas.

Pesquisa Explicativa

Visa encontrar os fundamentos que dão ensejo a um fenômeno, quer dizer, buscar a razão, o motivo, a causa e o efeito das coisas.

É muito provável, caso você não seja um doutorando ou pelo menos um mestrando, que seu TCC não seja explicativo.

Isso por que esse é o tipo mais complexo e, na maioria dos casos, representa a continuação de uma investigação descritiva.

Você vai usá-la quando desenvolver um conhecimento completamente novo sobre algo, desvendando um “porquê” relativo ao objeto estudado, normalmente em pesquisa experimental, observacional ou ex post facto.

Pesquisa Descritiva, Pesquisa Exploratória e Pesquisa Explicativa
Pesquisa Descritiva, Exploratória e Explicativa

Elementos essenciais: Quanto à abordagem

A terceira forma de classificação é quanto à abordagem, podendo ser qualitativa, quantitativa ou mista (quali-quantitativa).

Abordagem Qualitativa

Se você está fazendo um TCC na graduação, especialmente na área de ciências humanas, provavelmente seu TCC tem abordagem qualitativa. Mas, o que é pesquisa qualitativa?

Nela, o autor é ferramenta essencial, pois é ele quem faz a análise dos dados coletados, buscando os conceitos, princípios, relações e significados das coisas.

A abordagem qualitativa tem, pois, caráter subjetivo, tendo em vista que o critério para a identificação dos resultados não é numérico, exato, mas valorativo.

Ainda que eventualmente se utilize alguns números, normalmente ela é aplicada a populações pequenas, que não viabilizam uma análise estatística.

Abordagem Quantitativa

Já a abordagem quantitativa se caracteriza pelo uso de ferramentas e técnicas estatísticas, para a análise dos dados. Isso é necessário para permitir a medição das relações entre as variáveis, de maneira estritamente numérica.

Desse modo, é possível identificar nos fenômenos apenas os dados quantificáveis, obtendo-se os valores médios e não as particularidades de cada objeto.

Na abordagem quantitativa, o autor adota uma atitude de observação, pois não cabe a ele interferir na análise dos resultados, apenas constatá-la. Essa tarefa, normalmente, é realizada por planilhas e sistemas de computador, dada a complexidade dos números.

Nela, a população estudada normalmente é grande, para viabilizar uma melhor representatividade numérica, minimizando eventuais desvios.

Por esse motivo, as conclusões são obtidas em grau de probabilidade, ao invés de certeza.

Você deve ter percebido que não é qualquer investigação que adota essa abordagem, não é? Normalmente, essa forma de especulação é adotada em mestrados ou doutorados, especialmente em ciências exatas ou sociais.

Abordagem Quali-quantitaviva

Por outro lado, mesmo que as duas abordagens, qualitativa e quantitativa, sejam absolutamente diferentes, elas não se excluem.

Desse modo, é possível que um estudo tenha uma parte cuja abordagem seja eminentemente qualitativa e outra preponderantemente quantitativa.

Caso isso ocorra, deverá ser caracterizada como quali-quantitativa.

Pesquisa Qualitativa, Pesquisa Quantitativa e Pesquisa Quali-Quantitativa
Pesquisa Qualitativa, Quantitativa e Quali-Quantitativa

Elementos essenciais: Quanto ao método

Além disso, a investigação pode ser classificada quanto ao método, que pode ser indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo ou dialético.

Essa classificação leva em consideração a forma de raciocínio lógico adotado, indução ou dedução, para a obtenção de uma conclusão a partir de premissas.

Método Indutivo

No método indutivo, o autor parte de observações específicas, para obter como conclusão uma premissa geral.

Por exemplo:

O cachorro tem pêlos (observação particular);

O gato tem pêlos (observação particular);

O cavalo tem pêlos (observação particular);

Então, todos os mamíferos são peludos (indução – premissa geral).

A indução se dá pela observação individual dos fenômenos, seguida pela identificação de coincidências entre eles e a consequente generalização.

Método Dedutivo

Já o método dedutivo é aquele em que o autor parte da observação de uma situação geral, para explicar as características particulares de um objeto individual.

Por exemplo:

Todas as frutas têm sementes (situação geral);

Laranjas e uvas são frutas (situação particular);

Então, laranjas e uvas têm sementes (dedução).

Enquanto a indução generaliza, a dedução particulariza.

No método dedutivo, a conclusão deve necessariamente ser verdadeira. Se a conclusão for falsa, com certeza uma das premissas também será.

Desse modo, no exemplo acima, caso laranjas ou uvas não tivessem sementes, ou elas não seriam frutas ou nem todas as frutas teriam sementes.

Já no método indutivo, é possível que as premissas sejam verdadeiras, mesmo com a conclusão falsa. No exemplo anteriormente citado, se cães, gatos e cavalos tem pêlos, há, apenas a probabilidade de que os mamíferos sejam peludos, mas não a garantia.

Método Hipotético-Dedutivo

O hipotético-dedutivo é um método de tentativas e erros, que consiste na formulação de hipóteses e tentativas de falseamento delas. Esse método não visa a verdade absoluta, pois parte da premissa de que o conhecimento absoluto não é alcançável.

Por isso, as hipóteses que não forem reprovadas não necessariamente serão verdadeiras, podendo ser submetidas a novos testes. A ideia é que a ciência descarte, num processo cíclico de estudos, todas as hipóteses falsas, fazendo o conhecimento se aproximar ao máximo da verdade.

O método hipotético-dedutivo funciona a partir de um problema. Em seguida, observando o objeto de estudo, o autor identifica pelo menos uma hipótese e passa a testá-la. Por fim, descarta-se as hipóteses reprovadas nos testes, obtendo conclusões sobre o problema.

Método Dialético

O método dialético, por sua vez, se caracteriza pelo confronto de ideias. Por ele, qualquer conceito definido como verdadeiro deve ser testado diante de outras ideias, a fim de que se obtenha uma nova teoria.

De um modo geral, o método dialético compreende 03 etapas: a tese, a antítese e a síntese.

A tese representa uma ideia inicial, preconcebida e tida até então como verdadeira. A partir dela, o autor propõe uma teoria contraditória à tese. Após o confronto de tese com a antítese, surge a síntese, como resultado da ponderação, gerando uma nova tese.

A nova tese se torna, então, o ponto de partida para outros estudos, favorecendo a existência de um ciclo dialético em busca do conhecimento.

Método Indutivo, Método Dedutivo, Método Hipotético-Dedutivo e Método Dialético
Método Indutivo, Método Dedutivo, Método Hipotético-Dedutivo e Método Dialético

Elementos essenciais: Quanto aos procedimentos

A quinta e mais abrangente forma de caracterização é quanto aos procedimentos. Essa classificação diz respeito à forma como os dados são coletados, como a análise é realizada e como os resultados são interpretados.

Quanto aos procedimentos, sua investigação deverá ser classificada como: Bibliográfica, Documental, Estudo de Caso, Experimental, de Campo, ex post facto, Levantamento, ação e Participante.

Vale salientar, entretanto, que todos esses procedimentos não são excludentes, isto é, há grande possibilidade de que se adote mais de um desses procedimentos.

Essa situação, se ocorrer, em nada prejudicará a metodologia adotada no TCC, ao contrário, a tornará mais rica.

Então fique atento a eles e não perca a oportunidade de comentar, no formulário abaixo desse texto, se ao final ainda tiver alguma dúvida. Também, se você tiver alguma crítica ou sugestão, por favor não deixe de comentar.

Pesquisa Bibliográfica

É o procedimento mais comum, estando evidenciado em provavelmente 100% dos TCC’s.

Mas, o que é pesquisa bibliográfica? Trata-se da investigação realizada tendo como fontes livros, artigos e outros textos de caráter científico já publicados.

Nesse tipo de investigação, de caráter predominantemente teórico, busca-se especialmente desvendar os relacionamentos entre conceitos, ideias e características de um objeto.

Realiza-se a comparação de várias posições sobre um problema, deixando o autor repleto de informações sobre aquele assunto. A partir daí, o autor compara os resultados, faz interpretações e constrói conclusões.

Mesmo que uma investigação tenha caráter empírico, adotando outros procedimentos, como o estudo de caso, por exemplo, sempre haverá uma parte teórica, caracterizando-se a especulação bibliográfica.

Também, é possível que ela seja unicamente teórica, mas nesse caso o autor deve estar muito atento à problematização do tema, para não cair na armadilha de escrever uma mera coletânea de conceitos.

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Pesquisa Documental

É a que usa como fontes documentos que não tenham caráter científico. Considera-se documento qualquer objeto que contenha informação sobre um fato, fenômeno ou acontecimento.

Esse tipo de estudo usa textos de empresas e entidades públicas, cartas, diários, catálogos, jornais, revistas, certidões, escrituras, testamentos, fotografias, tabelas, imagens, relatórios contábeis, estatísticas, etc.

Estudo de Caso

Estudo de caso é uma investigação que visa retratar de forma profunda e exaustiva determinados aspectos de um indivíduo, população, organização, ambiente, situação ou fenômeno.

Por isso, não permite a generalização, quer dizer, nenhuma conclusão do autor pode extrapolar o âmbito do seu objeto de estudo.

A ideia é encontrar as principais particularidades de um caso que possam ser comparadas com outros casos, por quem vier a ler o texto. Assim, a eventual generalização só deve ser feita pelo leitor.

A vantagem desse procedimento é a possibilidade de concentrar a exploração no problema de uma única empresa, ou de um grupo de pessoas, por exemplo.

Além disso, não se exige métodos rígidos para a realização de um estudo de caso, podendo ser utilizadas entrevistas, questionários, documentos, etc.

Por vezes, o estudo de caso se faz com números do objeto estudado, porém, ao contrário do que se possa pensar, a investigação provavelmente será qualitativa.

Isso por que sua análise não é necessariamente estatística, restrita à verdade contida nos números. No estudo de caso o autor em regra realizará uma crítica aos dados coletados, para encontrar causas e eventuais soluções do problema.

Pesquisa Experimental

Ela é praticamente um padrão nas explorações de laboratório, é o procedimento em que se manipula variáveis para avaliar o impacto de uma sobre outra.

Normalmente separa-se dois grupos: um deles fica isolado, enquanto outro sofre a influência de uma determinada variável. Depois realiza-se uma comparação entre ambos os grupos, para avaliar o impacto da variável.

Imagine, por exemplo, que o autor busque descobrir qual é o impacto da ergonomia na produtividade dos profissionais de tecnologia.

Para isso, ele deverá procurar dois grupos desses profissionais, depois garantir o uso da ergonomia para um e para o outro evitá-lo. Em seguida bastará comparar os níveis de produtividade deles.

Mas a investigação experimental também pode se dar pela aplicação de uma variável sobre dois grupos. Nesse caso, busca-se verificar se o impacto entre elas é homogêneo.

Também, pode-se analisar o mesmo grupo, porém antes e depois do impacto de uma variável.

Por fim, é possível estudar dois grupos antes e depois do impacto de uma variável. Com isso é possível diferenciar as consequências que cada um pode sofrer.

Pesquisa ex post facto

É a que ocorre depois da ocorrência dos fenômenos.

Ela se parece com a experimental, por ser um experimento de volta no tempo. Mas elas são diferentes! De fato, na pesquisa ex post facto o autor não tem controle sobre todas as variáveis, pois elas já agiram.

A investigação ex post facto tem cabimento quando verifica-se, em momento futuro, que uma determinada variável influenciou algum objeto, sujeito ou fenômeno.

A variável de que não se tem controle pode ser a implantação de uma indústria, a realização de uma obra, a adoção de uma legislação numa cidade, por exemplo.

Nesse caso, o autor deveria encontrar uma cidade com as mesmas características e que não tenha sofrido a influência dessa variável.

A partir daí o autor conduz o “experimento”, comparando o impacto da existência e da ausência da variável nos dois objetos (ambas as cidades).

Pesquisa de Campo

É aquela em que o autor vai pessoalmente à realidade estudada e coleta, diretamente, os dados.

Esse método se contrapõe à exploração de laboratório, em que o autor tem controle pleno das variáveis. Na pesquisa de campo o objetivo é identificar os fenômenos no mundo natural, sem que o autor tenha qualquer controle sobre as variáveis.

Mesmo assim, como em todas os outros procedimentos, exige-se a realização de uma exploração bibliográfica sobre o assunto estudado.

Porém, o autor também precisa definir como coletará os dados. Também, qual será a amostra estudada, bem como a forma de registro e análise dos dados.

Pesquisa de Levantamento

É que visa conhecer os comportamentos de uma população. Esse procedimento é realizado mediante consulta direta às pessoas, normalmente por meio de questionários, por amostragem.

As análises de intenção de votos, por exemplo, são consideradas levantamentos.

O levantamento carece da utilização de técnicas estatísticas, caracterizando-se como quantitativa, de modo a permitir a generalização dos resultados.

Como é padrão nas pesquisas quantitativas, o levantamento não permite o detalhamento do fenômeno estudado, mas identifica seus aspectos gerais.

Pesquisa-ação

É a pesquisa de campo em que o autor pessoalmente se envolve. Ele age efetivamente sobre o mundo natural.

A característica principal dela, portanto, é a interferência do escritor para a mudança dos fenômenos.

O autor deve ser proativo na investigação. Ele deve propor ações e depois avaliar os resultados delas na população envolvida.

Desse modo, para realizar uma pesquisa-ação, o autor deve identificar um problema prático de uma comunidade. Em seguida, deve elaborar um projeto com ações para a solução desse problema. Por fim, restaria avaliar as mudanças ocorridas.

Pesquisa Participante

Ela se parece com a pesquisa-ação, por que o autor precisa interagir com a população estudada.

Porém, o autor não precisa realizar ações para interferir na realidade. Seu objetivo, na verdade, é proporcionar o conhecimento mais amplo possível do grupo por ele.

Para conseguir atingir esse entendimento profundo do grupo, o autor adota como estratégia se inserir e assumir um papel nele. A partir daí ele busca realizar exploração descritiva e qualitativa.

Desse modo, a população envolvida acaba não sendo apenas um objeto de estudo. Na verdade, as pessoas participam da análise, num processo de autoconhecimento.

A solução dos problemas envolvidos na investigação, então, não são monopólio do autor. De fato, são fruto da discussão com a população estudada.

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Conclusão

A proposta deste artigo era oferecer um guia prático, focado na escolha e explicação da metodologia do seu TCC. A meta foi garantir que isso não seja mais obstáculo para você.

Então, me comprometi a explicar o significado de pesquisa e metodologia. Também, como se dá sua classificação, suas características e modos de utilização.

Conceitos

Você descobriu que pesquisa científica é a busca da solução de um problema com a utilização de métodos científicos.

Já a metodologia é o estudo dos métodos reconhecidos pela ciência e mais adequados.

Classificação

Depois, eu te expliquei que existem elementos essenciais e complementares, conforme assim classificados:

  1. Essenciais são os elementos mínimos para a completa descrição da investigação. Eles identificam qual é sua finalidade, seus objetivos, sua abordagem, seu método e seus procedimentos.
  2. Complementares são os elementos que adicionam detalhes e esclarecimentos aos elementos essenciais. Eles explicam unidades de análise, instrumentos de coleta de dados, variáveis e dimensões consideradas e etapas desenvolvidas.

Continuando, expliquei que os elementos complementares não seriam importantes nesse momento. Na verdade, o objetivo do artigo era ensinar você a classificar a metodologia do seu TCC.

Características

Então nos concentramos em entender os elementos essenciais, que dividimos em 05 categorias, conforme a seguir:

  1. Quanto à finalidade, a pode ser:
    1. Básica;
      1. Básica Pura;
      2. Básica Estratégica.
    2. Aplicada.
  2. Quanto aos objetivos, deverá ser classificada como:
    1. Descritiva;
    2. Exploratória, ou;
    3. Explicativa.
  3. A terceira forma de classificação é quanto à abordagem, podendo ser:
    1. Qualitativa;
    2. Quantitativa, ou;
    3. Mista (quali-quantitativa).
  4. Além disso, pode ser classificada quanto ao método, que pode ser
    1. Indutivo;
    2. Dedutivo;
    3. Hipotético-dedutivo, ou;
    4. Dialético.
  5. Por fim, quanto aos procedimentos, deverá ser classificada como:
    1. Bibliográfica;
    2. Documental;
    3. Estudo de Caso;
    4. Experimental;
    5. De Campo;
    6. ex post facto;
    7. Levantamento;
    8. ação, e;
    9. Participante.

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Considerações Finais

Agora que chegamos ao final, aposto que você já domina a técnica para definir a metodologia do seu TCC.

Essa era a proposta. Você não precisa ser um especialista em trabalho científico, precisa ser especialista apenas na seu próprio tema!

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Mesmo assim, se você ainda tiver alguma dúvida… Reitero o convite para você deixar um comentário, logo ali abaixo do texto.

Além disso, peço a você que compartilhe esse artigo. Eu fiz com muita atenção a você e sugiro que você tenha a mesma atitude com as outras pessoas. Lembre-se: compartilhar é se importar com os outros!

Em breve postarei um novo artigo como esse. Se você cadastrar seu e-mail no blog, receberá um aviso por e-mail assim que eu tiver novidades.

Então, deixo o meu abraço e o meu convite para que você volte a visitar meu blog. Até breve!

Professor André Fontenelle

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Como fazer um TCC Temas para TCC

Como escolher Temas para TCC [com vídeos]

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Temas para TCC – Como encontrar o seu?

Analisando o Censo da Educação Superior de 2015 (INEP), concluí que em 2017 há mais de 1 milhão de alunos concludentes. De fato, a grande maioria deles irá defender TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Percebi que talvez o principal obstáculo que eles vão enfrentar é achar um objeto de estudo. Por isso, resolvi ajudá-los, criando a fórmula ideal para a escolha de temas para TCC.

Essa escolha (temas para TCC) é uma enorme fonte de incertezas, angústias e desmotivação. Isso acontece por que as pessoas normalmente não sabem exatamente o que é um tema de TCC. Além disso, é menor ainda a quantidade de alunos que sabe fazer a delimitação de tema.

O que você vai encontrar nesse artigo?

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Mas antes, convido você a se inscrever gratuitamente no meu blog. Assim, você será avisado quando eu postar outro conteúdo como esse e poderá acessá-lo antes de todo mundo.

Para isso, basta inserir seu e-mail no formulário abaixo. Não deixe de se inscrever, é grátis e eu não mando spam. Se quiser, digite seu tema de TCC lá embaixo nos comentários e eu analiso ele para você!

As 06 Características dos temas para TCC perfeitos

Quando um aluno me convida para ser seu orientador, faço algumas perguntas para conhecer a pesquisa. Normalmente, fico impressionado ao perceber que quase sempre os alunos simplesmente não sabem sobre o que pesquisar.

Infelizmente, é comum que as pessoas não saibam a diferença entre tema de TCC e área de conhecimento.

Sem a pretensão de aprofundar esse conceito, posso afirmar que área de conhecimento é um conjunto de ciências ou saberes que tenham identidade.  Quer dizer, dados e informações que tenham características, métodos ou objetos comuns.

As áreas de conhecimento servem para facilitar o trabalho das instituições de ensino e pesquisa. Permitem que elas tenham condições de sistematizar a produção científica, para sua divulgação, utilização e expansão.

Por isso, as áreas de conhecimento são organizadas por hierarquias. Por exemplo, as ciências exatas representam uma área do conhecimento, porém, dentro dela, há a matemática, que é outra área de conhecimento ampla. Na matemática, já é possível identificar a álgebra… e assim por diante!

Desse modo, se alguém diz que seu tema de TCC é, por exemplo, sobre “sustentabilidade”, essa pessoa só tem uma vaga noção entre inúmeras opções possíveis. Há, nesse caso, apenas uma noção sobre a área de conhecimento que pretende estudar.

Isso por que o termo “sustentabilidade” é amplo demais, contemplando nele uma série de conhecimentos que embora tenham identidade, são diferentes.

Você precisa de um assunto único, individualizado entre vários que existam dentro de uma área de conhecimento.

Veja esse exemplo:

“O impacto financeiro das ações de sustentabilidade aplicadas pela empresa X para a diminuição do desperdício do produto Y, durante 2015”.

Diferenças entre Área de Conhecimento e Temas de TCC
Diferenças entre Área de Conhecimento e Temas de TCC

Você concorda que esse exemplo faz uma delimitação com muito mais eficiência do que simplesmente “sustentabilidade”?

As características de bons temas para TCC

Por isso, você precisa conhecer as 06 características dos bons temas para TCC, dentre as quais é possível citar pelo menos as seguintes:

Características de bons temas para TCC
Características de bons temas para TCC

Realismo;

Objetividade;

Originalidade;

Relevância;

Viabilidade;

Delimitação.

Realismo

É necessário ser realista, quer dizer, ele deve ter como objeto algo concreto, que exista ou possa efetivamente vir a existir após a pesquisa, não podendo ser oriundo unicamente da imaginação do autor.

Objetividade

Ele também tem que ser  objetivo , de modo que sua descrição informe exatamente o conteúdo que será estudado durante a pesquisa.

Originalidade

Além disso, temas para TCC devem ser  originais , mas é importante ter muito cuidado com essa afirmação, por que não há problema nenhum em pesquisar sobre algo que alguém já estudou, porém, não é possível repetir a mesma pesquisa.

Vamos tomar por base o exemplo anterior:

“O impacto financeiro das ações de sustentabilidade aplicadas pela empresa X para a diminuição do desperdício do produto Y, durante 2015”.

É plenamente possível pesquisar de novo sobre as ações de sustentabilidade, porém com vistas ou outro tipo de impacto (além do financeiro), ou sob outra ótica (além da diminuição do desperdício), ou em outra empresa, produto ou período.

Veja que é possível modificar e ter vários desdobramentos, sem perder a originalidade, bastando, para isso, que seja mudada uma de suas variáveis.

Porém, não seria original o trabalho que tivesse como objeto exatamente os mesmos objetos (“impacto financeiro”, “ações de sustentabilidade”, “empresa X”, “diminuição do desperdício”, “produto Y”, “durante 2015”).

Relevância

Além disso, o tema de TCC também precisa ser  relevante , ou seja, os resultados da pesquisa devem ser úteis para uma população ou pelo menos para um sujeito, como no caso da “empresa X”, de nosso exemplo acima.

Viabilidade

Outra característica importantíssima de temas para TCC é a  viabilidade. Isto é, a existência de fontes de pesquisa suficientes para que o pesquisador consiga atingir os objetivos estabelecidos e solucionar o problema proposto.

Em suma, para haver pesquisa, é necessário que exista algo ser pesquisado.

Delimitação

Por fim, há a mais importante de todas as características, a delimitação de tema, que impacta na definição do problema, do objetivo geral e até do título da pesquisa.

Delimitação de Tema para TCC
Delimitação de Tema para TCC

Como escolher o tema do TCC

É necessário reduzir a abrangência até o ponto limite em que o leitor consiga perceber exatamente que só existe um objeto único a ser analisado.

Ele deve ser recortado até o ponto em que não possa ser mais restringido sem que a pesquisa seja inviabilizada por falta de conteúdo.

Para conseguir isso, temas para TCC precisam partir do geral para o específico.

Como escolher o tema do TCC
Como escolher o tema do TCC

Os 03 passos da delimitação de tema

Essa é a parte mais importante de qualquer tipo pesquisa científica, por isso, desenvolvi um método prático e simples, para fazer delimitação de tema em apenas 03 passos.

Primeiro passo: A escolha do assunto principal 

Como escolher o tema do TCC em 03 passos
Como escolher o tema do TCC em 03 passos

O ponto de partida para delimitar com sucesso é encontrar um bom assunto, que vai ser o objeto central do seu estudo, em torno do qual irá se realizar a pesquisa.

Isso significa que esse assunto tem de despertar bastante interesse em você, pois lidar com ele será sua rotina durante bastante tempo. Então escolha algo que desperte a sua curiosidade e te impulsione a pesquisar.

De longe, a maior causa de insucesso em TCC é a escolha de assuntos que os pesquisadores não gostam. Por isso, nunca indico assuntos para os meus orientandos, nem deixo eles aceitarem indicações externas.

É necessário despertar o interesse do pesquisador, para que ele consiga manter consistência na atividade de pesquisa, que exige esforço e persistência.

A boa notícia é que existem 03 dicas fáceis para encontrar um bom assunto,  que se relacione intimamente com o pesquisador.

Dica 01: Reviver!

Dicas TCC - Como escolher o assunto principal
Dicas TCC – Como escolher o assunto principal

Provavelmente, na área de conhecimento do seu curso há uma disciplina que você tenha gostado mais de estudar do que das outras. E certamente nessa disciplina houve pelo menos uma aula que você gostou tanto, que ainda se lembra até hoje o seu conteúdo.

Pronto! O conteúdo da aula que você mais se lembra de ter gostado é um ótimo assunto para o seu tema de TCC!

Mas, suponha que você não gostou de nenhuma aula do curso inteiro, a ponto de não se lembrar de nenhum assunto interessante.

Sinceramente, acho pouco provável que isso possa acontecer, mesmo que você esteja num curso distante de sua vocação. Mas, mesmo assim, se essa primeira tentativa falhar, há uma segunda dica:

Dica 02: Curar a dor!

Dicas TCC - Como escolher o assunto principal
Dicas TCC – Como escolher o assunto principal

Se você se vê obrigado a estudar algo, mesmo sem gostar, provavelmente é por que isso será útil ao seu trabalho, seja ele atual ou futuro.

Nesse sentido, é bom lembrar que em todo ambiente de trabalho há uma série de pendências, dificuldades ou desafios para serem resolvidos.

Então, você pode encontrar algum assunto relacionado ao seu curso que pode resolver algo no ambiente de trabalho. Já pensou, tirar nota 10 no TCC e ainda ganhar uma promoção?

Saiba que conseguir esses dois objetivos é viável e até comum para quem aproveita o TCC como meio para solucionar um problema da empresa onde trabalha ou simplesmente para desenvolver uma inovação no mercado!

Entretanto, vamos supor que tenha ocorrido o pior e mais improvável cenário: você não gosta do seu curso e não consegue achar nenhum problema na sua rotina que mereça ser pesquisado.

Difícil essa situação, não é? Mesmo assim, ainda há uma terceira dica que certamente pode ser aplicada para qualquer pessoa: esperança!

Dica 03: Sonhar!

Dicas TCC - Como escolher o assunto principal
Dicas TCC – Como escolher o assunto principal

Provavelmente você está fazendo o curso por causa de algum objetivo acadêmico ou profissional. Por pior que esteja a sua situação, certamente você tem um sonho.

Qual é a sua esperança? Qual é o seu sonho, sua visão de futuro?

A dica é: imagine um futuro de sucesso profissional e pense em algum conteúdo que você aprendeu no seu curso que poderia te ajudar a realizar esse sonho. Esse assunto é, sem dúvida, algo que você deve pesquisar!

Nada melhor do que usar o TCC como oportunidade para desenvolver algum conhecimento que pode ser o seu diferencial competitivo no mercado!

O simples fato de você pesquisar um assunto provavelmente lhe tornará um especialista, frente a grande maioria das pessoas. Já pensou nisso?

Bom, creio que com essas dicas você vai conseguir achar o assunto do seu tema de TCC, mas devo dizer que esse é apenas o primeiro passo.

Depois de definir o assunto, você precisa começar a fazer recortes nele, até que ele se refira a um único objeto. Para isso, temos que dar o segundo passo.

Segundo passo: O ponto de vista

Depois de escolher o assunto, você vai perceber que ele ainda será bastante abrangente, aberto como uma área de conhecimento.

Então você deverá escolher um ponto de vista para analisar o seu assunto, quer dizer, um foco que ajude a estudá-lo de forma mais estrita.

O ponto de vista pode ser qualquer fato, pessoa, lugar, circunstância ou objeto que tenha alguma relação com o assunto.

O ponto de vista nada mais é que um assunto secundário, que se relaciona com o assunto principal.

Por exemplo, em relação ao assunto “sustentabilidade”, o advogado provavelmente o pesquisaria sob o ponto de vista das leis que a ela se referem, já o contador pelo levantamento de informações e cálculo de resultados, ao passo que o administrador provavelmente em relação aos processos de planejamento, execução e controle de ações ligadas a ela.

O ponto de vista, portanto, é fundamental para que existam pelo menos 02 variáveis, de modo que seja possível estabelecer uma análise entre elas.

Como escolher o tema do TCC
Como escolher o tema do TCC

O ponto de vista pode até ser um outro assunto, posto em comparação com o primeiro.

Nesse ponto, é importante que o pesquisador tenha algum conhecimento sobre o assunto, de modo a identificar nele alguma peculiaridade que possa ser analisada como ponto de vista.

Depois de conhecido o assunto e o ponto de vista, se faz necessário que seja estabelecida uma relação entre eles, normalmente por meio de um substantivo abstrato.

Por exemplo:

A possibilidade do (ponto de vista) para o (assunto).

Essa relação pode ser de causa e consequência, de comparação, de condição, de explicação, indagação, detalhamento, etc.

Palavras de Ligação

Para facilitar a relação entre assunto e ponto de vista, você pode usar, por exemplo, qualquer uma dessas 25 palavras de ligação:

Importância;

Relevância;

Viabilidade;

Vantagem;

Contribuição;

Prática;

Aplicação;

Influência;

Impacto;

Grau;

Nível;

Uso;

Benefícios;

Aspectos;

Procedimentos;

Ensaio;

Estudo;

Ferramentas;

Fator;

Fronteira;

Papel;

Abordagem;

Técnicas;

Formação;

Novo.

É muito importante saber que essas palavras devem estabelecer uma relação entre o assunto e o ponto de vista, pois se elas forem usadas sem contexto, você pode cair no vazio.

Por exemplo:

A importância da (assunto).

Essa formação é absolutamente inócua, pois se houver dúvida quanto à importância de um assunto, em tese nem se justificaria a realização de uma pesquisa sobre ele.

Porém, utilizando uma dessas palavras para relacionar o assunto com o ponto de vista é bem provável que você já consiga ter uma escolha.

Considere o seguinte texto:

“O impacto da seca para a produção pecuária”.

Você percebe que ele contempla um assunto (a seca) e também um ponto de vista (para a produção pecuária), ambos relacionados pela palavra “impacto”?

Você concorda que esse texto é um tema? Com certeza, é!

Porém, imagine como seria árdua a tarefa de levar essa pesquisa adiante… Seria necessário medir as consequências sofridas por várias populações de pecuaristas em todos os lugares no mundo onde houvesse seca, considerando as diversas formas de cultura pecuária, em épocas distintas.

Você acha que seria viável a um estudante de graduação realizar sozinho essa pesquisa? Tenha absoluta certeza que não!

Quando vejo um isso, já fico com medo do que espera aquele, pois a reprovação se torna muito provável, visto que o trabalho, não importa quanto o pesquisador se esforce, sempre ficará incompleto!

Isso acontece por que desse modo ele é abrangente demais!

Terceiro passo: Segmentação

A única forma certeira de definir uma escolha efetivamente viável, realista, original, relevante e objetivo é delimitá-lo.

Mas para conseguir fazer isso, você tem de recortar, segmentar até o ponto em que ele se torne tão específico, que não seja mais possível diminuí-lo.

Como segmentar temas para TCC

É possível fazer de diversas formas, especialmente, quanto:

À população;

Ao sujeito;

Ao produto;

Ao ramo;

Ao lugar;

Ao período, etc.

Delimitação de tema para TCC
Delimitação de tema para TCC

Desse modo, o exemplo que mencionei de temas para TCC anteriormente poderia ser segmentado da seguinte forma:

“O impacto econômico da seca para a produção pecuária, em relação à indústria do queijo, entre os pronafianos da região semi-árida do sertão central cearense, em 2016”.

Percebe como a delimitação foi elevada quase ao seu nível máximo? Você concorda que dessa forma o pesquisador terá oportunidade de fazer um estudo bem mais focado e, consequentemente, mais rico?

Nesse caso, o pesquisador vai analisar o impacto da seca para a produção pecuária, entretanto, só um tipo de impacto (o econômico), mas somente em relação a um único produto (queijo), numa única atividade (indústria), entre uma população restrita (pronafianos), de apenas uma parte de uma única região (semi-árido do sertão central cearense), durante um único exercício (2016).

Tenha a certeza de que se alguém escrever sobre isso, terá um domínio tão particular das informações que será praticamente impossível a qualquer examinador de banca fazer uma pergunta que o escritor não consiga responder! 

Mas calma! É claro que você não precisa usar todas as formas de segmentação.

Às vezes, segmentando apenas pela população, lugar ou período, já é possível estudá-lo completamente no seu TCC e essa é a primeira medida para saber o ponto certo.

Perceba também, no exemplo acima que, se o pesquisador tentar restringir ainda mais a pesquisa, correrá o risco de não ter material para estudar.

Quando isso acontecer (a pesquisa inteira do objeto de estudo couber no seu TCC e você não tiver mais como diminuí-lo, sem inviabilizar o estudo), você pode ficar seguro de que atingiu o ponto ideal de escolha e delimitação do tema.

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Conclusão

O sonho de quase todo aluno concludente é descobrir a fórmula ideal para a escolha de temas para TCC.

Você deve estar se perguntando cadê essa fórmula, pois já estamos na conclusão, não é?

Não sei se você percebeu, mas todos os ingredientes e a forma de fazer já foram completamente explicados. Falta apenas sintetizar tudo para obter a tão desejada fórmula, então vamos lá!

As 06 Características 

No primeiro capítulo, mostrei a diferença entre uma área de conhecimento e um assunto. Depois expliquei as características essenciais que você deve garantir. Também, mostrei por que o o tema de TCC deve ser realista, objetivo, original, relevante, viável e delimitado.

Sei que nesse momento você deve ter se assustado diante de tanta exigência. Mas tenho certeza que no capítulo seguinte você percebeu que esse processo nem é tão complicado assim. Os 03 passos necessários para a delimitação de tema completa devem ter facilitado bastante sua perspectiva.

Os 03 passos de como escolher o tema do TCC

O primeiro passo é a escolha de um assunto, cujo requisito essencial é ser muito interessante para quem vai escrever. Por isso te mostrei 03 dicas fáceis:

Usar a memória afetiva e utilizar o conteúdo da aula que você mais gostou no curso;

Usar algum desafio, pendência ou dificuldade profissional como mote para a pesquisa; ou

Sonhar com a área profissional que você deseja trabalhar no futuro e já começar a pesquisar sobre ela.

O segundo passo é fixar um ponto de vista para analisar o assunto. A ideia aqui é criar 02 variáveis capazes de criar uma relação entre o assunto e o ponto de vista escolhido. Só isso provavelmente já resultará numa boa escolha, ainda que abrangente demais. De quebra, ainda indiquei 25 palavras que podem ser usadas para fazer essa relação.

O terceiro passo é a segmentação, ou seja, pegar a relação entre o assunto e o ponto de vista e recortá-la. Faça isso até que não seja mais possível diminuir sua abrangência. Há várias maneiras, mas você pode fazer por meio de uma população ou sujeito, produto, ramo, lugar ou período.

Depois desses 03 passos, você deve ter percebido que eles vão trazer segurança, eficiência e rapidez.  Será praticamente impossível a banca examinadora fazer uma pergunta que você não saiba responder.

A fórmula ideal de temas para TCC

Diante disso, nós já podemos construir a fórmula:

TEMA DE TCC = (Assunto + Ponto de vista) X Palavra de Ligação + Segmentação.

Onde segmentação é qualquer restrição relativa a população, sujeito, lugar, período, produto, ramo, etc.

Como escolher o tema do TCC - A Fórmula ideal
Como escolher o tema do TCC – A Fórmula ideal

Viu como é fácil? O segredo é não se afobar e ir seguindo o passo a passo, do geral para o específico! Faça isso com calma, desde a escolha de um assunto interessante para você até a completa delimitação do seu tema de TCC.

Espero que você consiga fazer sua escolha hoje mesmo. Tenho certeza que agora você é capaz de fazer isso com facilidade.

Mesmo assim, se você quer que eu analise sua escolha ou ajude a terminá-la? Então deixa um comentário no formulário logo abaixo desse texto e eu te ajudarei!

Ah! Se esse artigo foi útil para você, não deixa de COMPARTILHAR suas redes sociais! Vamos acabar com esse mito de que fazer TCC é difícil!

No próximo artigo vou te ensinar como fazer uma introdução de TCC infalível (veja aqui).

Um abraço e até breve!

Professor André Fontenelle

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Como fazer um TCC

Estrutura do TCC – Como fazer um TCC passo a passo

Estrutura do TCC – Como fazer um TCC passo a passo

Quais são os elementos que devem estar contidos num TCC? Você sabe? Pois é… Um aspecto aparentemente básico, mas que acaba se tornando problemático por ser pouco conhecido é a estrutura do TCC.

Eu sou o professor André Fontenelle e hoje vou explicar para você qual é a estrutura básica de um TCC.

Eu também vou te mostrar quais são os principais elementos e por onde você deve começar.

[toc]

Então não sai daí sem ver esse vídeo até o final. Aproveita e se inscreve no meu canal, curte o vídeo e deixa suas dúvidas nos comentários.

Ah! Se você quiser informações mais detalhadas vai lá no meu blog, aqui na descrição do vídeo tem o link de um artigo onde eu mostro mais detalhes para você.

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A estrutura do TCC

Todo TCC deve ter seus elementos divididos em 03 grupos, que se convencionou chamar de:

Elementos pré-textuais;

Elementos textuais; e

Elementos pós-textuais.

A definição de quais elementos devem estar em cada uma dessas 03 partes normalmente é feita por cada instituição de ensino.

Isso por que existem normas ABNT sobre esses elementos, mas não há a obrigação de usar todos eles.

Por isso eu recomendo que você procure o manual de trabalhos científicos da sua faculdade. Normalmente eles já entregam modelos pré-prontos que ajudam muito na elaboração do TCC.

Então eu vou mostrar para você quais são os principais dentre esses elementos e dizer quais são os obrigatórios.

Vamos começar pelos elementos pré-textuais:

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Os elementos pré-textuais são utilizados para fazer a identificação do autor, da pesquisa e também para fazer um mapeamento as demais partes do texto.

Normalmente, podem estar na parte pré-textual, conforme cada instituição, os seguintes elementos:

Capa;

Folha de rosto

Folha de aprovação;

Dedicatória;

Agradecimentos;

Epígrafe

Resumo em português;

Resumo em língua estrangeira;

Sumário;

Lista de ilustrações;

Lista de abreviaturas; e

Lista de siglas.

No meu curso eu explico, passo a passo, como fazer cada um desses elementos mas eu não vou fazer isso agora, senão o vídeo vai ficar longo demais e você vai acabar se enchendo.

Por hora, o que é importante você saber é que cada faculdade pode optar ou não por exigir esses elementos todos, mas de todos eles apenas o resumo é obrigatório em todos os tipos de TCC.

Para ser mais exato, em monografias, dissertações e teses, são obrigatórios a capa, a folha de rosto, a folha de aprovação, o resumo em português, o resumo em língua estrangeira e o sumário.

Entretanto, em artigos científicos, modalidade quase padrão da graduação e nas especializações, é comum que se exija apenas o resumo mesmo.

Resumo

O resumo nada mais é do que uma descrição sintética e objetiva das partes mais importantes do TCC. As regras para a elaboração do resumo estão na NBR 6028 da ABNT.

Basicamente, ele serve para que qualquer pessoa consiga entender exatamente o conteúdo do TCC, sem precisar ler o trabalho inteiro. Então, o resumo deve ser precedido do título do trabalho e nome dos autores.

A primeira frase do resumo já deve indicar o tema do trabalho. Depois, o resumo deve informar os objetivos, a metodologia, os resultados e as conclusões do trabalho.

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Normalmente, você vai ter que informar tudo isso num único parágrafo, que deverá ter entre 150 e 500 palavras.

Você precisa usar frases afirmativas, curtas, em voz ativa e na terceira pessoa do singular.

No final você deve indicar as palavras-chaves. Recomendo que você indique no mínimo 03 e no máximo 05 delas. Essas palavras-chaves devem ser separadas por pontos e não por vírgulas.

Veja aqui um artigo interessante como fazer um resumo.

Além disso, existem os elementos pós-textuais

Os elementos pós-textuais são as partes que servem de apoio ao texto principal, fazendo remissão a ele (como a referências bibliográficas e o glossário, por exemplo) ou adicionando dados acessórios (como os apêndices e anexos).

Referências Bibliográficas

As referências bibliográficas são obrigatórias para todo tipo de TCC, pois é esse elemento que vai informar para o leitor onde você coletou as informações que estão na sua pesquisa.

É um dos elementos onde aparecem mais erros. Para você ter uma ideia, a NBR 6023, onde estão as normas ABNT sobre as referências bibliográficas, tem nada menos que 24 páginas.

No meu curso eu explico detalhadamente o formato geral da bibliografia do TCC. Depois, eu explico também, como fazer referência aos mais variados tipos de fonte de pesquisa.

Mas eu também não vou fazer isso agora, pois esse vídeo ficaria, seguramente, com umas duas horas de duração. Isso seria sacal demais e fora do nosso objetivo que é apenas conhecer a estrutura do TCC.

Entretanto, de modo geral, a referência bibliográfica obedece ao seguinte padrão:

Sobrenome do autor em letras maiúsculas;

Nome do autor;

Título da obra em negrito;

Edição;

Cidade;

Editora.

A título de exemplo, se esse vídeo fosse um livro, teríamos um exemplo de referencia bibliográfica pronta, da seguinte forma:

FONTENELLE, André Luiz Moreira. A estrutura básica do TCC. 1. ed. Fortaleza: Editora Meu Blog, 2017.

Apêndices e Anexos

Os apêndices e anexos estão regulamentados na NBR 14724, que estabelece as normas ABNT também para vários outros elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

Anexo é qualquer texto ou documento que não foi feito pelo autor. Ele serve para fundamentar, comprovar ou ilustrar alguma informação importante da pesquisa.

Você deve inserir um anexo quando ele representar uma fonte de difícil acesso a outros pesquisadores.

Por exemplo, uma norma interna de uma empresa que você pesquisou pode ser um documento inacessível a outros pesquisadores, então você deve inserí-la como anexo do seu TCC.

Mas uma Lei federal, por exemplo, já não se enquadra nesse perfil, pois ela estará disponível na internet para quem quiser ver.

Já o apêndice é qualquer texto ou documento feito pelo próprio autor. Ele serve apenas para complementar alguma informação que já esteja sintetizada na pesquisa.

O apêndice pode ser, por exemplo, a planilha que você fez para tabular os dados da pesquisa, o questionário que você aplicou na sua pesquisa de campo ou o roteiro de entrevistas do seu estudo de caso.

Por ser algo redundante, o apêndice não deve ficar dentro da parte textual, pois isso iria acabar inflando artificialmente o seu trabalho.

Por fim, temos a parte textual do trabalho

Os elementos textuais representam o texto do TCC propriamente dito. Não preciso nem dizer que essa é a parte mais importante do trabalho, não é?

Os elementos textuais da estrutura do TCC são:

A introdução de TCC;

O desenvolvimento; e

A conclusão.

A introdução de TCC, na minha opinião, é a parte mais importante do TCC.

Isso por que ela representa a primeira impressão que os avaliadores vão ter do seu trabalho.

Ela é também um roteiro, que responde a muitas perguntas sobre o trabalho.

Então esse elemento tem uma influência enorme na hora que eles vão decidir sobre a sua aprovação e sobre a sua nota.

Por isso eu dedico bastante tempo no meu curso para ensinar como fazer uma introdução de altíssimo nível.

Se você quiser saber mais, estou deixando na descrição do vídeo o link de um super artigo do meu blog sobre como fazer uma introdução de TCC.

Eu recomendo que você comece a escrever o TCC pela introdução, pois ela vai acabar se tornando um guia prático para o seu trabalho.

Para você ter ideia, uma introdução bem feita vai te dizer pelo menos onde pesquisar, o que precisa descobrir os métodos para usar e a ordem dos capítulos.

Já o desenvolvimento, é a parte em que você vai inserir o referencial teórico e a análise e discussão dos resultados.

Normalmente são 03 capítulos, sendo 02 para a fundamentação teórica e 01 para fazer a relação entre todas as informações que você coletou na pesquisa.

Depois, tem a conclusão, que é o elemento da parte textual em que você fazer o fechamento do trabalho.

Nela você vai falar das limitações da pesquisa, da consecução dos objetivos, da resposta ao problema e de eventuais recomendações para outras pesquisas.

ebook temas para TCC.pdf

Conclusão – Estrutura do TCC

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Pronto! Você já conhece a estrutura do TCC e não corre mais o risco de esquecer nada, nem de colocar os elementos do texto fora de ordem.

Você aprendeu que o TCC é dividido em 03 partes, conforme a organização dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

Você também descobriu que existem vários elementos pré-textuais, mas só o resumo é obrigatório em todas as faculdades para todos os tipos de TCC.

Na parte pós-textual, você aprendeu a regra geral das referências bibliográficas, que são obrigatórios para todo tipo de TCC.

Também, conheceu a diferença entre anexo e apêndice, uma das maiores dúvidas que os alunos têm.

Por fim, você conheceu a parte textual do TCC, onde existem basicamente 03 elementos: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Talvez aqui esteja a minha principal contribuição de hoje para você: quando eu disse que a introdução é a parte mais importante do seu trabalho, por que praticamente é ela quem vão determinar sua aprovação e sua nota.

Você também aprender que no desenvolvimento devem existir pelo menos 02 elementos, que são o referencial teórico e a análise e discussão dos resultados.

Acho que já falei demais sobre essa tal de estrutura do TCC, não é?

Agora, recomendo que você já passe para a escolha do seu tema de TCC. Aqui no blog tem um artigo só sobre isso.

Mesmo assim, se ainda tiver alguma dúvida, deixa um comentário logo aqui abaixo. Quem sabe eu não posso ajudar?

E não deixa de conhecer meu blog, andrefontenelle.com.br.

Então eu vou ficando por aqui.

Um abraço do Professor André Fontenelle.

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